Política

Oposição critica discurso de Costa

Oposição critica discurso de Costa

Depois do discurso de encerramento do congresso do PS, PSD e Bloco de Esquerda lançaram críticas à omissões do texto de António Costa.O PCP refere que o PS está "agarrado à política de direita".

PSD

O porta-voz do PSD, Marco António Costa, criticou este domingo as "omissões" do discurso do novo secretário-geral socialista, considerando que faltou contar a história que o país viveu nos últimos anos.

"Este é um discurso que está cheio de omissões, faltou aqui contar uma história importante que é a história que o país viveu nos últimos anos, houve aqui uma omissão muito importante que é recordar que houve uma confiança que foi traída ao povo português em 2011, quando o país foi lançado na bancarrota", afirmou o porta-voz do PSD, em declarações aos jornalistas no final do discurso do secretário-geral do PS, António Costa, no encerramento do congresso socialista.

"Estamos a falar de um discurso de faz de conta: faz de conta que não existe passado, faz de conta que nestes três anos o PS não mexeu um dedo para ajudar a resolver os problemas do país, faz de conta que quer diálogo, mas depois diz que só haverá diálogo após as eleições, faz de conta que tem soluções para o país, mas só daqui a alguns meses é que apresentaram as suas ideias", acrescentou.

BE

A deputada e membro da Mesa Nacional do BE Helena Pinto apontou "omissões graves" no discurso de encerramento do XX Congresso socialista por parte do líder, António Costa, acusando o PS de estar "apostado em ter o poder".

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"Peca por omissões graves em termos de soluções políticas para o país. Não ouvimos António Costa falar sobre a dívida e a reestruturação, sobre a reposição dos salários aos portugueses e portuguesas, assim como não ouvimos também uma posição clara sobre a sobretaxa do IRS", enumerou, à saída da Feira Internacional de Lisboa.

A também deputada bloquista afirmou que o PS "quer o poder, está apostado em ter o poder por via da alternância, mas não é uma alternativa para os problemas que os portugueses e as portuguesas sentem".

"O povo português vai ouvir as opiniões dos diversos partidos e vai perceber aquilo que será necessário fazer para terminar com este ciclo da austeridade que tem feito tanto sofrimento. António Costa pede a maioria absoluta, agora, como é lógico, mas isso ainda é um caminho que está por fazer", concluiu, instada a comentar o pedido ao eleitorado, nas próximas legislativas, por parte do ainda presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

PCP

O membro da comissão política do PCP Carlos Gonçalves acusou o PS de permanecer "agarrado à política de direita", depois de assistir ao discurso de encerramento do XX Congresso socialista.

"Este congresso do PS, na nossa opinião, independentemente da rotação dos quadros da direção e uma ou outra proclamação que podemos registar, o que o carateriza é que, quanto ao essencial, permanece agarrado à política de direita", afirmou.

Para o dirigente comunista, "se os portugueses, hoje, esperavam aqui alguma novidade, por muito interessantes e diferentes que sejam estes discursos, de facto, não houve nem uma proposta séria para romper com a política de direita e para termos uma alternativa patriótica e de esquerda".

"António Costa não disse nada sobre o abandono de políticas que têm sido seguidas durante estes 38 anos. Relativamente à política da dívida, não foi capaz de utilizar as palavras 'renegociação da dívida'. Sobre o tratado orçamental, que prolonga o pacto de agressão, nada disse. Foi incapaz de falar de salários", criticou ainda Carlos Gonçalves

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