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Oposição interna quer menos taticismo perante PCP e PS e critica liderança bicéfala do BE

Oposição interna quer menos taticismo perante PCP e PS e critica liderança bicéfala do BE

O "número um" da lista alternativa à da direção do Bloco de Esquerda, João Madeira, defendeu, este sábado, "menos taticismo" perante PS e PCP e criticou a ausência de discussão interna na escolha do modelo de liderança bicéfala.

João Madeira, primeiro da lista alternativa à Mesa Nacional do Bloco de Esquerda, assumiu estas posições perante a VIII Convenção deste partido, em Lisboa, no período dedicado à apresentação das moções globais de estratégia.

Na sua intervenção, João Madeira considerou que o crescimento registado pelo Bloco de Esquerda nos últimos anos "tem sido lento", razão pela qual disse ser prioritária a ação para um aumento de influência.

O Bloco de Esquerda, na sua perspetiva, "está muito dos 20 por cento do Syriza grego e, para trabalhar a favor de um Governo de esquerda, "deve ter menos taticismo e maior audácia" nas relações com o PS e com o PCP, mantendo "os seus valores históricos".

João Madeira sustentou que a articulação política deve ser feita a partir da intervenção de base social para a frente parlamentar "e não ao contrário", e criticou a lógica "interna de hegemonia partilhada" - numa alusão a uma alegada divisão de lugares entre PSR, UDP e Política XXI.

O candidato da lista alternativa defendeu anda maior autonomia para as concelhias e maior transparência nos processos internos.

Neste contexto, João Madeira atacou o futuro modelo de liderança bicéfala do Bloco de Esquerda, partilhado entre os deputados João Semedo e Catarina Martins, considerando que avançou sem "previa discussão interna".