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Passos afirma que a crise não aumentou desigualdades

Passos afirma que a crise não aumentou desigualdades

O presidente do PSD e primeiro-ministro defendeu, esta quinta-feira, que uma maior abertura da economia portuguesa contribuirá para uma melhor distribuição da riqueza em Portugal e contestou que a crise dos últimos anos tenha aumentado as desigualdades.

Numa sessão evocativa de Francisco Sá Carneiro e de Adelino Amaro da Costa, que morreram na queda de um avião a 4 de dezembro de 1980, realizada num hotel de Lisboa, Pedro Passos Coelho considerou que o sonho destes dois antigos governantes de "uma sociedade que não fosse de privilégio para meia dúzia" e "uma economia que o Estado não comandasse com promiscuidades indesejadas" está ainda por concretizar.

"Na verdade, continuamos a enfrentar um velho problema, que é o de uma pequena parte dos portugueses concentrarem a maior fatia da riqueza gerada. O país é, portanto, um dos países europeus em que a distribuição da riqueza é pior, e em que a generalidade das pessoas acede menos às oportunidades. Esse grande desafio é, portanto, um desafio democrático, não só atual, mas decisivo para futuro", declarou.

Segundo o presidente do PSD, o caminho para uma sociedade menos desigual passa pela abertura económica: "Isso significa continuarmo-nos a bater por um projeto de abertura da nossa economia, de democratização da economia, em que, dos mais jovens aos mais velhos, o país possa ser de todos para o bem e para o mal, que não seja de todos para o mal e apenas de alguns na hora da felicidade, do protecionismo, de uma economia fechada".

No que respeita à distribuição da riqueza, Passos Coelho referiu que nos últimos três anos "aumentou o risco de pobreza" em Portugal, com "a recessão, o desemprego, a perda de rendimento", mas alegou que as desigualdades não aumentaram.

"A crise não trouxe mais desigualdade. As respostas que encontrámos de combate à crise não tornaram o país mais desigual do que era", sustentou o primeiro-ministro, reclamando que o executivo PSD/CDS-PP protegeu "a coesão social, numa fortíssima coligação com todo o setor solidário".