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Passos aponta 2013 como ano de "inversão" da recessão económica

Passos aponta 2013 como ano de "inversão" da recessão económica

O primeiro-ministro Passos Coelho afirmou, na festa do Pontal do PSD, que apesar de a recessão de 2012 estar a ser mais grave do que o esperado, 2013 será um ano de "inversão" e de "preparação da recuperação" económica.

"Queremos construir uma sociedade mais próspera, mais desenvolvida. Nós queremos que o Produto Interno Português cresça e não que encolha como tem acontecido, no ano passado e este ano. E por isso quero reafirmar aos portugueses, se o ano que estamos a viver ainda é um ano de contração da atividade, em que empresas estão a fechar portas e em que o desemprego não conseguiu ser contido, o ano de 2013 (...) será um ano de inversão na situação da atividade económica em Portugal", disse Passos Coelho.

O primeiro-ministro e presidente do PSD falava na Festa do Pontal, na Quarteira, Loulé, que marca tradicionalmente a rentrée política do partido.

"Estou muito confiante, apesar das adversidades externas, nós temos todas as condições para que 2013 seja um ano já de estabilização da nossa economia e de preparação da recuperação económica para Portugal", insistiu.

Pedro Passos Coelho afirmou que no último ano, o Governo que lidera "deitou mãos à obra" e, "sem disfarçar a realidade, dizendo a verdade aos portugueses", começou "a cumprir aquilo que Portugal tinha de cumprir", ou seja, o acordo de ajuda externa assinado com os credores internacionais.

Ao cabo de um ano, o primeiro-ministro reconhece que "não correu tudo" como esperado e "há elementos" na primeira versão do acordo "que não se vieram a concretizar".

"Supúnhamos que a recessão de 2011 fosse mais forte do que foi. Esperávamos que a recessão em 2012 não fosse tão grave quanto está a ser", acrescentou, reconhecendo que "a nota mais negativa está no lado do desemprego".

Porém, sublinhou, "uma coisa não é correr tudo de acordo com o esperado" e "outra coisa" é chegar "ao cabo deste ano" e haver alguma "dúvida em relação ao sucesso das medidas" adotadas pelo Governo.

Para o primeiro-ministro vale a pena por isso "olhar com algum detalhe" para os resultados dessas medidas. "Porque esses resultados são a prova de que não só fizemos o que era preciso fazer como estamos mais próximos de vencer a crise em que o país mergulhou e de poder voltar uma página sobre uma das situações mais dramáticas para a pátria desde que temos memória dela e haveremos de vencer esta crise custe o que custar e estamos hoje mais próximo de o fazer do que há um ano atrás", insistiu.

"No que era importante não falhámos", defendeu o primeiro-ministro, num balanço do último ano de Governo, referindo o "controlo do défice", mesmo que os números não sejam "à partida" aqueles que eram esperados, que Portugal não está endividar-se mais do que aquilo que pode pagar e que as exportações têm aumentado.

Insistindo em que os portugueses têm hoje razões para estarem "mais confiantes" do que há um ano, Passos Coelho sublinhou que Portugal já superou quatro das nove avaliações da 'troika' da ajuda externa, que reconheceram o êxito das medidas aplicadas pelo Governo.

O primeiro-ministro reconheceu que, porém, a aplicação do programa de ajustamento financeiro tem sido "difícil", sobretudo para os desempregados, "os primeiros a pagar a fatura do desgoverno anterior".

"Mas serão os primeiros em que estamos a pensar quando estamos a cuidar de não nos desviarmos do nosso caminho e a lutar pela recuperação de Portugal", acrescentou, referindo, além dos desempregados, os jovens e os mais desprotegidos socialmente.