Política

Passos Coelho desvaloriza envolvimento de Relvas no "caso das secretas"

Passos Coelho desvaloriza envolvimento de Relvas no "caso das secretas"

O primeiro-ministro diz que a questão sobre a manutenção da confiança política em Miguel Relvas "não tem nenhuma razão de ser", não se manifestando preocupado "no contexto em que foi suscitado" o nome do ministro no "caso das secretas".

Em declarações aos jornalistas à chegada para a comemoração dos 100 anos da BA Vidro, em Avintes, Vila Nova de Gaia, Pedro Passos Coelho foi questionado sobre se mantinha a confiança política no ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas.

"Eu julgo que essa questão não tem nenhuma razão de ser. Nem percebo porque é que essa pergunta é feita, para vos ser sincero", respondeu.

Questionado obre se não estaria preocupado com o facto de o nome de Miguel Relvas ter surgido neste processo, o primeiro-ministro foi perentório: "no contexto em que foi suscitado na imprensa não. Não vejo nenhum problema nisso".

Pedro Passos Coelho respondeu ainda que "já falou várias vezes" com Miguel Relvas sobre esta questão.

O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, deve ser ouvido na terça-feira no Parlamento sobre as "secretas", na sequência de um pedido de audição do Bloco de Esquerda que o próprio quis que se realizasse com urgência.

Na base do pedido de audição do BE está a notícia do jornal "Público" sobre as "secretas", segundo a qual o ex-diretor do Sistema de Informações Estratégicas e de Defesa (SIED), Jorge Silva Carvalho, "algum tempo depois das eleições legislativas de 2011", quando era já quadro da empresa Ongoing, "enviou, por correio eletrónico, ao ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, um relatório detalhado com um plano para reformar os serviços de informação".

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