Política

Passos Coelho diz que "indignação" não chega para responder à crise

Passos Coelho diz que "indignação" não chega para responder à crise

O primeiro-ministro defendeu, esta quarta-feira, que "a indignação por si só não é suficiente" para "uma política de resposta à crise" e afirmou que perder de vista a "serenidade", "objetividade a "civilidade" causa "danos" à democracia.

"Não só ninguém se pode arrogar o monopólio da consternação perante as dificuldades e os sofrimentos das pessoas, como também a indignação por si só não é suficiente para constituir uma política de resposta à crise", afirmou Pedro Passos Coelho.

O chefe de Governo falava no encerramento de uma conferência promovida pela rádio TSF, no Pátio da Galé, em Lisboa.

"É também aqui, junto dos altifalantes da discussão pública que ganham acrescido valor os requisitos indispensáveis a qualquer debate cívico, como a serenidade, a objetividade ou a civilidade. Não os podemos perder de vista sem causar danos à nossa democracia", afirmou.

"Numa discussão travada com gritos de parte a parte são sempre os que menos voz têm que acabam por perder - e menos voz não é, como se sabe, sinónimo de menos razão", acrescentou.

Para o primeiro-ministro, "hoje tornou-se num imperativo democrático resistir à sedução das 'terríveis simplificações'".

"Não podemos aceitar que os sacrifícios, as dificuldades e o sofrimento das pessoas em Portugal e noutros países europeus sejam raptados por propostas impensadas que não fazem contas ao futuro, ou por promessas que nunca chegam a ser alternativas realistas com princípio, meio e fim", argumentou.

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