Política

Passos Coelho é candidato a primeiro-ministro nas próximas legislativas

Passos Coelho é candidato a primeiro-ministro nas próximas legislativas

Pedro Passos Coelho anunciou, esta quinta-feira, que se recandidata à liderança do PSD com a intenção de se candidatar novamente ao cargo de primeiro-ministro nas próximas eleições legislativas, previstas para 2015.

"A minha intenção como candidato novamente à liderança do PSD é a de disputar as próximas legislativas como candidato a primeiro-ministro", declarou Pedro Passos Coelho, na sessão de apresentação da sua recandidatura a presidente dos sociais-democratas, num hotel de Lisboa.

Esta declaração de Pedro Passos Coelho foi recebida com palmas pelos militantes do PSD presentes na sessão.

Antes, o chefe do executivo PSD/CDS-PP afirmou que as eleições diretas de 22 de janeiro para a liderança do PSD "ocorrem no meio de um processo", acrescentando: "Não se estranhará, portanto, que eu me recandidate a presidente do PSD".

Passos Coelho referiu que "esse processo foi iniciado em 2010" - quando assumiu a liderança do PSD, então na oposição, com o PS no Governo - e que "irá prosseguir no final do novo mandato que se vai agora iniciar depois das próximas eleições legislativas".

Mais à frente no seu discurso, o presidente do PSD considerou que neste momento se está a fechar "o ciclo do programa de ajustamento" e se vai "abrir um outro ciclo", com "mais espaço para poder alargar e mobilizar" os portugueses para as reformas estruturais. As reformas têm sido feitas, mas sem captar tanta atenção como a situação financeira, alegou.

"Como este mandato vai para além da legislatura, como aqui disse no início, é evidente que a agenda de transformação da sociedade portuguesa e da economia portuguesa não poderia caber numa legislatura", acrescentou.

O chefe do executivo PSD/CDS-PP considerou que é preciso fazer mais para corrigir as assimetrias na distribuição do rendimento em Portugal e dar oportunidades a todos, mas mantendo o combate ao défice e à dívida.

Em termos de política europeia, Passos Coelho defendeu "uma Europa de boas contas".