Política

Passos Coelho faz hoje declaração ao país com mensagem de Natal

Passos Coelho faz hoje declaração ao país com mensagem de Natal

O primeiro-ministro Pedro passos Coelho dirige ao país, esta terça-feira, a habitual mensagem de Natal, poucos dias depois de ter reconhecido que 2012 foi o pior ano desde 1974, mas também aquele em que mais se semeou para evitar nova crise.

Na sexta-feira passada, num debate com os deputados, na Assembleia da República, Pedro Passos Coelho considerou que 2012 foi o ano mais difícil de que tem memória desde 1974, mas que foi também aquele em que mais se semeou para evitar uma nova crise, sublinhando que foi "um ano de reformas como o país nunca tinha assistido".

"Este foi o ano das maiores dificuldades, e também de muito sofrimento para muitos portugueses, que sentiram na sua própria pele, na sua própria vida, não apenas a promessa de que tínhamos de pagar muitos desvarios de política económica, mas que tinha chegado a hora mesmo de os pagar e que, portanto, que a vida se tornou muito difícil para a generalidade dos portugueses", disse.

Em seguida, defendeu que "é justo dizer que esses sacrifícios têm sido acompanhados das reformas necessárias para que eles não tenham de voltar a ser pedidos aos portugueses nos anos mais próximos".

No mesmo debate, disse ainda que 2013 será "um ano de estabilização e um ano de viragem" que preparará "o regresso ao crescimento em 2014" e que os portugueses podem ter esperança de que os sacrifícios valerão a pena.

Na mensagem que dirigiu ao país no Natal do ano passado, quando era primeiro-ministro há seis meses, tinha prometido que 2012 seria um ano de "grandes transformações" e "reformas estruturais".

"2012 será um ano de grandes mudanças e transformações. Transformações que incidirão com profundidade nas nossas estruturas económicas", afirmou Passos Coelho a 25 de dezembro de 2011, acrescentando que são essas estruturas "que muitas vezes não permitem aos portugueses realizar todo o seu potencial, que reprimem as suas oportunidades, que protegem núcleos de privilégio injustificado, que preservam injustiças e iniquidades, que não recompensam o esforço, a criatividade, o trabalho e a dedicação".

Por isso, considerou 2012 um ano "determinante", não só pelos "compromissos" a honrar, com "muitos objetivos orçamentais e financeiros para cumprir", mas sobretudo pelas "reformas estruturais a executar".

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