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Passos Coelho mantém "toda a confiança" na ministra das Finanças

Passos Coelho mantém "toda a confiança" na ministra das Finanças

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, mantém "toda confiança" na ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, segundo afirmou fonte do gabinete do chefe do Governo.

Esta garantia de Passos Coelho foi divulgada no final de um dia em que a ministra das Finanças foi acusada pelos partidos da oposição de mentir sobre o chamado processo "swap", em investigação numa comissão parlamentar de inquérito.

"O senhor primeiro-ministro mantém toda a confiança na ministra das Finanças", afirmou à Lusa uma fonte do gabinete do chefe do Governo.

Em entrevista ao Jornal da Noite, na SIC, Maria Luís Albuquerque admitiu ter recebido do ex-diretor-geral do Tesouro e Finanças Pedro Felício emails com informação sobre "swap", mas que esta era "insuficiente" para conhecer a "total dimensão do problema".

"Tenho memória [da receção dos e-mails]. Continuo a dizer que não menti", afirmou Maria Luís Albuquerque, em entrevista à SIC, no dia em que a Lusa noticiou que Pedro Felício enviou à agora ministra das Finanças, em junho e julho de 2011, emails que já continham informação sobre "swap" e indicavam uma perda potencial de 1,5 mil milhões de euros.

Na sequência das notícias sobre estes emails, o Bloco de Esquerda considerou que Maria Luís Albuquerque não tem condições para continuar como ministra das Finanças, pois "é falso tudo o que disse" na comissão parlamentar de inquérito aos 'swap'.

Já o PCP pediu uma nova audição, com caráter de urgência, de Maria Luís Albuquerque, na comissão parlamentar de inquérito para esclarecer "novos dados e informações obtidas".

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O PS denunciou, por seu lado, que Maria Luís Albuquerque pediu informação no início de maio de 2011, como coordenadora do IGCP, sobre as necessidades de financiamento das empresas públicas até 2014, quando já era cabeça de lista do PSD a Setúbal.

À noite, questionada na entrevista à SIC, sobre as condições para trabalhar com Paulo Portas, que pôs em causa publicamente a sua nomeação para o cargo de ministra das Finanças - motivo para o anúncio da sua demissão a 2 de julho -, Maria Luís Albuquerque defendeu a existência do objetivo comum de cumprir o programa de ajustamento.

"Estamos todos empenhados exatamente no mesmo objetivo. O Governo está coeso, iniciamos uma nova fase do nosso programa de ajustamento e temos um total alinhamento de objetivos entre todos os membros do Governo", declarou.

A ministra recusou ainda estar numa posição de fragilidade dentro do Governo, em que Paulo Portas é vice-primeiro ministro com competências nas negociações com a troika. "Não me sinto de todo politicamente mais frágil, nem acho que a questão deva ser colocada nesses termos. Temos imenso trabalho, temos todos muito trabalho para fazer e ganhamos todos muito em trabalhar em conjunto e trabalhar no sentido do mesmo objetivo. Com o doutor Paulo Portas, mas também com os restantes membros do Governo", concluiu.

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