Política

Passos Coelho nega qualquer problema com Cavaco

Passos Coelho nega qualquer problema com Cavaco

O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho negou, esta segunda-feira, em Bruxelas, qualquer contencioso entre o seu Governo e o presidente da República e garantiu que não perde nem "um minuto sequer" a discutir notícias sem fundamento.

Questionado no final de um Conselho Europeu sobre alegadas divergências entre São Bento e Belém, designadamente em torno da condução da política orçamental por parte do Governo, Passos Coelho garantiu que "não existe em Portugal nenhum contencioso nem nenhuma disputa entre órgãos de soberania".

"Não vou perder um minuto sequer a discutir notícias de jornais que têm dado conta de que existem supostas vozes anónimas dizendo que o presidente da República pode pensar isto ou pensar aquilo. Não perco um momento a fazer análise sobre essas matérias", declarou.

O chefe de Governo asseverou ainda que a relação entre São Bento e o Palácio de Belém "é institucionalmente inatacável e tem sido substancialmente positiva", como tem enfatizado repetidamente.

O chefe da Casa Civil da Presidência da República rejeitou também, esta segunda-feira, o envolvimento de Cavaco Silva em "interpretações especulativas" sobre o relacionamento entre órgãos de soberania, esclarecendo que não têm fundamento notícias de desentendimentos com o Governo.

"Na sequência de notícias veiculadas nos últimos dias em órgãos de comunicação e que tentam envolver o presidente da República na origem de meras interpretações especulativas sobre o relacionamento entre órgãos de soberania, esclarece-se que essas notícias não têm fundamento", referiu Nunes Liberato, numa declaração escrita enviada à Agência Lusa.

No sábado, o semanário Expresso noticiou a existência de uma "divisão profunda" entre o presidente da República e o Governo, com o chefe de Estado a discordar de alguns cortes na despesa e a temer "sangrias" na função pública e na Saúde.

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No domingo, o Público referia que "é absoluta a discordância de algumas das mais proeminentes personalidades do cavaquismo e do próprio presidente da República sobre a condução da política orçamental e as prioridades para a organização das finanças públicas, que têm sido adoptadas pelo Governo".

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