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Passos confirma que convergência afetará as pensões atuais

Passos confirma que convergência afetará as pensões atuais

O secretário-geral do PS exigiu saber, esta sexta-feira, no debate quinzenal no Parlamento, se a convergência entre os sistemas de pensões se fará com caráter retroativo e o primeiro-ministro respondeu que a convergência se fará com as pensões em pagamento.

O corte nas reformas de pensionistas, quer por via da convergência de sistemas, quer por intermédio da aplicação de uma nova taxa, foi o tema mais polémico no debate travado entre António José Seguro e Pedro Passos Coelho na Assembleia da República.

Por três vezes, o líder socialista pediu que Pedro Passos Coelho esclarecesse como tenciona cortar cerca de 700 milhões de euros na despesa com pensões no âmbito da convergência entre as reformas da Caixa Geral de Aposentações e da Segurança Social.

António José Seguro pretendia assim que o primeiro-ministro lhe dissesse se haveria cortes nas reformas dos pensionistas, ou seja, que a medida teria efeitos retroativos.

O primeiro-ministro esclareceu então que a convergência entre sistemas de pensões está feita desde 2005. "Estamos a falar da convergência das pensões que estão em pagamento", disse, motivando então protestos nas bancadas da oposição.

O secretário-geral do PS reagiu imediatamente, advertindo o líder do executivo que os socialistas consideram essa medida "inaceitável" e que têm mesmo sérias dúvidas sobre a sua constitucionalidade. "O senhor primeiro-ministro terá o PS pela frente", acentuou Seguro.

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