Política

Passos considera "inadiável" reformar as funções do Estado

Passos considera "inadiável" reformar as funções do Estado

O primeiro-ministro prometeu, esta terça-feira à noite, avançar com a reforma das funções do Estado, que considera "inadiável" e condição para vencer a crise. Além disso, defendeu que não se deve "empurrar para outros" as dificuldades nem "renunciar" a responsabilidades que "subitamente se tornaram mais pesadas", numa mensagem de Natal com recados à Oposição.

Entre as palavras que Pedro Passos Coelho dirigiu aos portugueses, sublinha que o Executivo iniciou "um processo de reforma das estruturas e funções do Estado, um processo tantas vezes adiado", mas agora "inadiável".

Nalguns pontos há que "melhorar" e haverá "novas tarefas no futuro próximo". E, neste âmbito, "há muito que não tínhamos um caminho aberto para fazer tudo isto, e uma oportunidade que é finalmente nossa para agarrar com ambas as mãos", destacou o chefe do Governo.

Na mensagem de Natal, há recados que podem ser entendidos como resposta ao PS, num discurso otimista em que disse estarmos "hoje muito mais perto" de "declarar vitória sobre a crise".

Renunciar ao pessimismo

Para isso, considerou essencial "renunciarmos de uma vez por todas ao pessimismo que marcou a nossa história recente." E agarrar a "oportunidade"de reformar o Estado.

Num elogio à "coragem" demonstrada "diariamente" pelos portugueses, diz que tal deve ser feito "sem nunca desesperar". E "sem fingir que estas dificuldades não existem. Sem renunciar às nossas responsabilidades, que subitamente se tornaram mais pesadas". Declaração que acaba por responder a uma demarcação do PS face às medidas que foram acrescentadas aos termos do memorando que os socialistas assinaram com a troika.

Por outro lado, também acabou por responder a críticas do líder do PS, António José Seguro, ao garantir que ninguém "será deixado para trás" nos anos "de oportunidade que temos pela frente".

Aliás, Passos lembrou antes as implicações do programa acordado. Notando que "não é comum um país ter de pedir ajuda financeira", afirma que "podemos dizer que entramos verdadeiramente numa zona de perigo", "há pouco mais de um ano e meio".

Grandes desafios em 2013

Em 2013, "são grandes os desafios e as tarefas que nos aguardam". Mas faz já um balanço positivo: "A esmagadora maioria das medidas que faziam parte do nosso programa está já concluída". Porém, avisa que os esforços estão longe de terminar, insistindo na reforma das estruturas e funções do Estado.

Garantindo que "todos foram e continuarão a ser chamados a participar" no esforço, promete que "estes anos difíceis irão passar, não tenhamos dúvidas".

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