Política

Passos defende mais tempo e menos juros só para 1/3 da dívida

Passos defende mais tempo e menos juros só para 1/3 da dívida

Pedro Passos Coelho explicou, esta sexta-feira, no Parlamento, que defende mais tempo e menos juros, mas apenas para um terço do total da dívida externa, cerca de 20 mil milhões.

Em resposta ao desafio do líder do PS, António José Seguro, para que explique em que parte do programa de benefícios para a Grécia, portugal pode beneficiar, o primeiro-ministro voltou a clarificar que o Governo só poderá utilizar as novas condições no que respeita ao empréstimo do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, que apenas representa um terço do total da dívida de Portugal à troika.

Neste passo do debate, Passos Coelho especificou que há três condições dadas à Grécia que Portugal pode utilizar. São elas: o alargamento das maturidades do empréstimo; o diferimento do pagamento de juros; e a redução de 20 milhões de euros de comissões admistrativas. Três matérias, no entanto, apenas referentes ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, e não sobre todo o financiamento externo.

Depois de Passos ter reafirmado que tudo fará que o programa de assistência financeira a Portugal termine em Julho de 2024 para que não haja um segunto resgate ao país, Seguro concluiu que "nas condições em que o país vive, precisavamos de outro primeiro-ministro".

Passos reagiu, dizendo que Seguro "começa a fazer concorrência à fama dos líderes do PCP, começa a usar uma cassete que está a ficar gasta".

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