dívida pública

Passos destaca "inversão de ciclo assinalável" com venda de dívida a 10 anos

Passos destaca "inversão de ciclo assinalável" com venda de dívida a 10 anos

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, defendeu, esta quarta-feira, que o país está a registar uma "inversão de ciclo que é assinalável", patente na "confiança dos investidores", argumentando que quem compra dívida pública a 10 anos faz "um contrato de confiança".

O chefe do Governo afirmou, no debate quinzenal no parlamento, que o país não está "à beira do céu", necessitando que "o Governo e os portugueses não abrandem os esforços de alteração estrutural da economia", mas regista "uma inversão de ciclo que é assinalável, e isso não é indiferente à confiança dos investidores".

"Quem toma divida pública a 10 anos faz, no fundo, um contrato de confiança. Não estamos a funcionar a 6 meses ou um ano, não estamos a falar até ao final desta legislatura, em que é conhecida a determinação do Governo em concluir este programa e manter a disciplina orçamental", afirmou Passos Coelho, numa referência à colocação de 750 milhões de euros de dívida pública a dez anos a uma taxa média de 3,5752%, naquele que foi o primeiro leilão de dívida sem recurso a sindicato bancário desde 2011.

Na resposta ao CDS-PP, que abriu o debate, o primeiro-ministro afirmou também ser sua convicção que o país encerrará "em boas condições" o programa de assistência economia e financeira, sem adiantar quanto à forma dessa conclusão.

Passos Coelho argumentou que o facto de o país estar em "condições de iniciar um ciclo virtuoso de crescimento" económico permitirá começar a "corrigir as injustiças", que não atribuiu apenas aos efeitos do programa da troika, mas que disse se terem vindo a "acumular durante anos".

"Os nossos sacrifícios começam a valer a pena e essa, julgo eu, é a melhor mensagem que podemos dar, numa altura em que estamos a concluir o processo de ajustamento que ficou contratualizado com os nosso credores oficiais", disse.

"Estamos justamente no início da última avaliação que vai ser feita pela 'troika' e a muito pouco tempo de encerrar este processo, e é minha convicção que o encerraremos em boas condições, mas isso é sobretudo mérito dos portugueses", acrescentou.