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Passos diz que é tempo de lançar bases do crescimento

Passos diz que é tempo de lançar bases do crescimento

O primeiro-ministro defendeu, esta sexta-feira, que os principais desequilíbrios financeiros do país estão corrigidos, referindo a redução do défice externo e do défice estrutural, e que é tempo de lançar as bases do crescimento.

Durante o debate quinzenal, na Assembleia da República, Pedro Passos Coelho renovou o convite aos partidos políticos para que apresentem propostas para a estratégia de crescimento e também para a sustentabilidade das contas públicas a médio prazo, reiterando que o Governo está aberto aos seus contributos.

Na sua intervenção, o chefe do executivo PSD/CDS-PP referiu-se à emissão de dívida pública a dez anos feita esta semana, considerando que era a emissão que faltava para Portugal regularizar a sua "curva de rendimentos" e que o seu resultado constitui "um sinal encorajador".

"Termos feito uma emissão bem-sucedida não é garantia plena de que Portugal possa regularizar o seu financiamento em mercado, mas é uma condição necessária", disse Passos Coelho, acrescentando: "Ora, estamos nesta fase portanto a fechar este primeiro ciclo em que queremos dizer aos portugueses que estamos mais perto do ponto de não retorno à situação de maio de 2011".

Segundo o primeiro-ministro, depois de se ter dedicado a "atender à emergência financeira", e enquanto procura "fechar com sucesso o Programa de Assistência Económica e Financeira", Portugal "enfrenta talvez o seu maior desafio na construção do seu futuro pós-troika".

"Podemos dizer que os desequilíbrios mais graves foram razoavelmente corrigidos", afirmou o primeiro-ministro, alegando ter sido conseguido um "marco histórico" em termos de correção do "desequilíbrio externo" e qualificando de "resultado notável" a redução do défice estrutural.

"Temos, portanto, agora de procurar lançar as bases do crescimento, na medida em que os principais desequilíbrios foram sendo corrigidos", reforçou.

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De acordo com o primeiro-ministro, o Governo cumpriu o seu dever ao apresentar uma estratégia para o crescimento, emprego e fomento industrial e quer conversar com os partidos com uma "efetiva abertura para incorporar outras ideias e outras propostas que possam melhorar essa estratégia de crescimento".

"Estamos numa fase em que estamos a tratar do nosso futuro, não apenas para fechar a emergência, mas também para abrir um caminho de sustentabilidade das nossas finanças públicas e de crescimento da economia", resumiu.

"Este é um exercício que o Governo tem de liderar, mas que diz respeito a todos e para o qual não posso deixar de convidar todos os partidos políticos, independentemente de apoiarem o Governo ou de se encontrarem na oposição", concluiu Passos Coelho.

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