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Passos diz que "Governo não está para cair"

Passos diz que "Governo não está para cair"

O primeiro-ministro afirmou, esta quinta-feira, em Bucareste, que espera que o Orçamento do Estado seja aprovado, depois do comunicado do CDS que confirma o voto favorável dos democratas-cristãos. Passos Coelho sublinha que a margem para alterar o documento é "muito estreita", mas "o Governo não está para cair".

À margem do Conselho do Partido Popular Europeu, em Bucareste, Pedro Passos Coelho sublinhou a coesão dos membros do Executivo no cumprimento dos objetivos traçados no âmbito do plano de ajustamento financeiro acordado com a 'troika'.

"As metas que estão estabelecidas vão sendo cumpridas por todos os setores e todos os ministros estão em linha com os resultados que nós precisamos de obter e, nessa medida, eu julgo que esse papel [o do primeiro-ministro] tem sido desempenhado (pelo menos eu esforço-me por isso) de forma a não olhar para os ministros em função da àrea partidária de que proveem, sejam do PSD ou do CDS-PP ou independentes", declarou aos jornalistas.

"Trata-se de um governo que foi designado para esta legislatura e que eu espero que possa entregar no final dessa legislatura o resultado que os portugueses esperam", acrescentou.

O primeiro-ministro lembrou que "o parlamento tem sempre todos os poderes: o poder de propor alterações [ao Orçamento do Estado] e o poder de derrubar um governo, até", mas "nenhuma das circunstâncias deve ser dramatizada", defendeu o primeiro-ministro. "Nem o Governo está para cair - e espero bem que essa discussão deixe de ocupar tanto tempo da nossa política interna - nem o Governo diz que não pode alterar uma vírgula ao Orçamento", assegurou.

O que o ministro de Estado e das Finanças, Vitor Gaspar, disse é que "a nossa margem de manobra é muito estreita dado que as negociações com os nossos credores não são fáceis, ao contrário do que muitas vezes se tentou fazer crer", salientou Passos Coelho.

O primeiro-ministro defendeu que é necessário "lutar contra as reais causas da crise" e que não se pode ter "medo de dizer a verdade às pessoas". "O populismo só cria ruído", sublinhou.

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Pedro Passos Coelho indicou ainda que as remodelações governamentais não se anunciam, fazem-se por vontade apenas do primeiro-ministro.

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