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Passos não esclarece negociações com a Madeira e rejeita "regime de favor"

Passos não esclarece negociações com a Madeira e rejeita "regime de favor"

O primeiro-ministro recusou esclarecer o ponto de situação das negociações com a Madeira sobre o programa de assistência financeira, esta sexta-feira, no debate quinzenal no Parlamento, reiterando que comportará o "nível de sacrifícios" do conjunto do país. "A dívida será paga pela região com a ajuda da República", disse.

"Não haverá um regime de favorecimento relativamente à Região Autónoma da Madeira e o nível de sacrifícios não será muito distante do que o país observa o seu conjunto. A dívida será paga pela região com a ajuda da República", garantiu, esta sexta-feira, no Parlamento, o primeiro-ministro depois de ter sido desafiado a revelar em que pé se encontram as negociações com o Governo Regional do arquipélago no âmbito da assinatura de um programa de ajustamento financeiro.

De acordo com Passos Coelho, logo após a tomada de posse de Alberto João Jardim foram "encetadas negociações visando dotar o governo regional de um programa de ajustamento para sanear a dívida e regularizar a situação com os fornecedores".

Mas o chefe de Governo recusou-se, no entanto, a revelar mais sobre as negociações enquanto não estiverem encerradas. "Enquanto estão a decorrer não posso, nem devo, dizer mais do que aquilo que estou a dizer", frisou. Garantiu, contudo, "total transparência".

Passos Coelho respondia ao secretário-geral do PS, António José Seguro, que tinha exigido ao chefe de Governo um esclarecimento sobre estado se encontram as negociações com o Governo Regional da Madeira.

O primeiro-ministro, que na altura em que foi confrontado por Seguro já não dispunha de tempo para responder, usou a resposta do líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, para dizer que as "negociações têm vindo a decorrer" e enquanto decorrem não pode "dizer mais do que aquilo que foi tornado público".

"Espero que, no final desse processo, nós possamos encontrar um instrumento útil para que o Governo Regional da Madeira possa cumprir a sua missão, que é o equilíbrio das finanças regionais e, com isso, dar aos madeirenses a possibilidade de contarem com uma Região Autónoma que tenha equilíbrio financeiro e possa estar voltada também para o crescimento e para o emprego", declarou.

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