Moção de censura

Passos nega ter-se escondido e diz ter evitado avaliação extra da 'troika'

Passos nega ter-se escondido e diz ter evitado avaliação extra da 'troika'

O primeiro-ministro disse, esta quinta-feira, várias vezes, que foi ele quem anunciou as novas medidas de austeridade e negou ter escondido do país novas negociações com a 'troika', sublinhando que conseguiu antes evitar uma avaliação extraordinária dos credores.

Pedro Passos Coelho falava no Parlamento, durante o debate das moções de censura ao Governo apresentadas pelo PCP e pelo BE.

Acusado pelos partidos da esquerda de se esconder atrás do ministro das Finanças e não ter dado a cara pelo aumento de impostos para 2013, como tinha prometido, contestou a acusação por diversas vezes.

"Fui eu que disse. (...) Fui eu que disse senhor deputado António José Seguro, Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã. Fui eu que disse, não mandei ninguém dizer aos parceiros sociais e que comuniquei no final dessa reunião [da concertação social] ao país", afirmou o primeiro-ministro, acrescentando: "E disse que essa correção seria feita em conjunto com a que estava preparada inicialmente no âmbito da revisão dos escalões do IRS".

"O senhor ministro das Finanças ontem comunicou o que tinha de comunicar tinha de comunicar ao país como sempre faz após a interação com 'troika'", sublinhou, numa referência ao último exame da aplicação do programa de ajustamento financeiro, que decorreu no final de agosto.

Passos Coelho lembrou que no início de setembro, Vítor Gaspar, após esse exame regular da 'troika', anunciou "um conjunto de medidas que seriam evidentemente objeto de tratamento em sede de orçamento do estado, nomeadamente, o que tinha que ver com a redução dos esacalões do IRS e a subida da taxa efetiva intermédia".

Na altura, estas medidas não foram quantificadas "porque havia uma medida chamada TSU", acrescentou.

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Passos Coelho sublinhou que após a decisão de recuar na mexida da TSU, como ele próprio tinha anunciado, foi também ele próprio quem foi ao conselho permanente de concertação social "dizer que o Governo encontraria alternativa a essa medida e que passaria pela devolução parcial dos subsídios e por uma correção fiscal em sede de IRS".

"Fui eu que disse", insistiu.

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