Natal

Passos pede confiança para as reformas de 2012

Passos pede confiança para as reformas de 2012

O primeiro-ministro pediu, este domingo, confiança para as "muitas reformas estruturais" que o Governo tem para executar. "2012 será um ano de muitas mudanças e transformações", avisou Passos na primeira mensagem de Natal que dirigiu aos portugueses.

"Sem confiança, torna-se mais difícil agirmos em conjunto. Torna-se mais difícil trocarmos ideias ou experiências uns com os outros, ou fazer investimentos e projectos a longo prazo. Mas com mais confiança vem mais solidariedade, mais democracia, mais justiça e mais vitalidade social", afirmou o chefe do Governo, para depois explicar, mais em detalhe, as transformações que pretende fazer durante o próximo ano.

E para Passos Coelho, a construção da "sociedade de confiança" passa inevitavelmente pela reforma da Justiça, transparência na máquina administrativa, nas decisões políticas, além de criar condições para abrir a concorrência, agilizar a regulação e acelerar a difusão de uma cultura de responsabilidade no Estado, na economia e na sociedade.

Entre as "grandes mudanças e transformações" que vão marcar o ano de 2012, estão as que "incidirão com profundidade nas estruturas económicas", alertou Passos Coelho. "São estruturas que têm de ser mudadas", disse.

Embora não tenha feito uma referência clara e directa às polémicas mudanças que pretende introduzir no sector laboral, argumentou, indirectamente, que "são estruturas que muitas vezes não permitem aos Portugueses realizar todo o seu potencial, que reprimem as suas oportunidades, que protegem núcleos de privilégio injustificado, que preservam injustiças e iniquidades, que não recompensam o esforço, a criatividade, o trabalho e a dedicação".

Segundo o primeiro ministro, a orientação geral de todas as reformas será a democratização da economia. "Queremos colocar as pessoas, as pessoas comuns com as suas actividades, com os seus projectos, com os seus sonhos, no centro da transformação do País", salientou.

E já no final do discurso, Passos Coelho deixou mais outro pedido: Aproveitemos, pois, esta quadra natalícia para recobrar o fôlego para as grandes tarefas que nos aguardam.

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