Política

Patrões defendem redução da TSU sem diminuição do rendimento das famílias

Patrões defendem redução da TSU sem diminuição do rendimento das famílias

A Confederação Empresarial de Portugal e seus associados reuniram-se, esta quinta-feira, para preparar o encontro da concertação social de segunda-feira, no qual vai defender que a redução da Taxa Social Única das empresas não implique uma diminuição do rendimento das famílias.

Os patrões estão "comprometidos em encontrar soluções para a situação atual na concertação social, na próxima segunda-feira", explicou fonte da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) à Lusa.

A mesma fonte acrescentou que a "necessária redução da Taxa Social Única (TSU) para as empresas devia ser ainda maior, mas concentrada nas empresas de bens e serviços transacionáveis que exportam e no turismo".

Esta ideia tem como objetivo "evitar que [a medida] seja encontrada através da diminuição do rendimento das famílias", tendo em conta as "consequências negativas" que isso ia implicar no consumo, no investimento e na confiança das empresas.

Relativamente às propostas que a CIP vai apresentar na segunda-feira em sede de concertação social, fonte da organização disse que "não revela publicamente o conteúdo da sua intervenção" na reunião do Governo com os parceiros sociais.

O executivo anunciou que vai reduzir a TSU em 5,75 pontos percentuais para as empresas, financiando a medida com um aumento de sete pontos na contribuição dos trabalhadores para a Segurança Social.

Reagindo a este anúncio, António Saraiva, presidente da CIP, defendeu a redução da TSU para as empresas "como fator de competitividade das empresas, principalmente das que estão expostas ao mercado internacional", mas afirmou que tal não deve ser feito através do modelo anunciado pelo primeiro-ministro, que considerou "errado" e gerador de um "tsunami" social.

Posteriormente, o presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP), filiada na CIP, disse que a redução da TSU "beneficia as empresas" e que a CIP deve "falar a uma única voz" sobre "assuntos fraturantes".

Questionado sobre se há dissonâncias entre a CIP e a sua associada AIP, fonte da CIP escusou-se a comentar o assunto.

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