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Austeridade

Paulo Portas destaca estabilidade portuguesa face à situação grega

Paulo Portas destaca estabilidade portuguesa face à situação grega

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, enalteceu, esta segunda-feira, a coesão social e estabilidade política em Portugal, diferenciando o país da Grécia, a braços com um problema político que é preocupante para "qualquer pessoa lúcida".

"Com certeza que a situação da Grécia para qualquer pessoa lúcida só pode ser motivo de preocupação. Mas também é preciso afirmar que as decisões sobre o futuro da Grécia vão ser tomadas pelo povo grego", sublinhou Paulo Portas em Bruxelas, no final de uma reunião dos chefes de diplomacia europeus.

O ministro português traçou uma analogia com Portugal, referindo-se à coesão social nacional e à atitude cumpridora do país no acordo de ajustamento económico.

"Assinalo pela positiva - porque é nestes momentos que os portugueses podem medir a diferença - a importância de ter estabilidade política e não crises permanentes, consenso social e não sociedade completamente fraturada, e a importância de ter uma atitude de cumprir para ser visto no mundo como um país cumpridor e não que hesita", comentou aos jornalistas portugueses.

A situação na Ucrânia e na Síria dominaram parte da agenda da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros europeus em Bruxelas.

Já o impasse político na Grécia irá dominar a reunião de hoje de ministros das Finanças da zona euro, que voltam a encontrar-se na capital belga, num clima de tensão e muitas interrogações, após um período de ligeira acalmia.

Num momento politicamente conturbado na Europa, após as eleições em França e na Grécia, a demissão do governo holandês e uma situação de grande incerteza em Espanha quanto à capacidade do país de honrar os objetivos orçamentais, a reunião do Eurogrupo (fórum dos 17 países do espaço monetário único) será "fundamentalmente de teor político", indicou um responsável europeu.

A acalmia que aparentemente se tinha instalado no seio do Eurogrupo após o acordo em torno do segundo programa de assistência financeira à Grécia não durou muito, voltando a falar-se insistentemente na hipótese de o país abandonar a zona euro, em virtude do impasse criado pelo desfecho das eleições legislativas de 06 de maio, que ditaram a subida de partidos que se opõem aos memorandos com a 'troika' e extremas dificuldades na formação de um governo de coligação.

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