Política

Paulo Portas deu palavra de "tranquilidade" ao partido sobre cortes nas pensões

Paulo Portas deu palavra de "tranquilidade" ao partido sobre cortes nas pensões

O presidente do CDS-PP e vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, transmitiu na sexta-feira ao Conselho Nacional que o partido "podia estar tranquilo sobre a solução" que será apresentada relativamente aos cortes nas pensões de sobrevivência, comunicou o porta-voz centrista.

"Houve uma palavra simples do presidente do CDS, dizendo que o partido podia estar tranquilo sobre a solução que iria ser apresentada, especialmente para dar essa palavra de tranquilidade aos mais idosos que, naturalmente, ficam sobressaltados com as notícias que têm vindo a público", afirmou aos jornalistas João Almeida.

O porta-voz centrista e vice-presidente da bancada parlamentar falava à imprensa após a reunião do Conselho Nacional do CDS-PP, que decorreu sensivelmente entre as 21 e a 1 hora, na sede do partido, em Lisboa.

Na argumentação, Paulo Portas reiterou "que quando se está a falar de uma poupança de 100 milhões de euros" para uma rúbrica "que tem no Orçamento dois mil e 700 milhões, quer dizer que, para o ano, o Estado vai pagar 27 vezes mais nesta prestação social do que aquilo que poupa", disse João Almeida.

"O que foi dito pelo presidente do partido é que, naturalmente, esta proporção permite deixar de fora de qualquer esforço aqueles que mais necessidades têm e, portanto, a medida que vier a ser apresentada é uma medida que, além de ter um impacto muito reduzido, deixará de fora do esforço aqueles que mais necessidades têm", afirmou.

Questionado sobre se Paulo Portas abordou o facto de se estar a lidar com pensões contributivas, podendo criar-se um precedente, João Almeida disse que essa dimensão não foi abordada, mas adiantou que "em pensões contributivas e, concretamente, nesta pensão contributiva, a pensão de sobrevivência, já há restrições hoje em dia".

"Órfãos que comecem a trabalhar deixam também de ter acesso à pensão, quando fazem 25 anos deixam de ter acesso à pensão. Essas restrições existem hoje em dia, não é nenhuma inovação introduzir-se este tipo de restrições nesta pensão. Aliás, durante o tempo do Partido Socialista sempre vigoraram estas restrições, algumas delas até criadas pelo próprio Partido Socialista", acrescentou.

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João Almeida disse que Paulo Portas não referiu em que momento será esclarecido "o desenho" da medida.

Segundo o porta-voz centrista, o presidente centrista limitou-se a dar uma "palavra de serenidade", não tendo havido um "debate profundo sobre as matérias", porque os pontos da ordem de trabalhos eram exclusivamente a análise de resultados autárquicos e o XXV Congresso.

"Estamos em vésperas da apresentação do Orçamento do Estado e é normal que o partido discuta as opções do Orçamento do Estado a seguir à apresentação e não antecipou essa discussão", declarou.

A reforma do Estado, de cuja apresentação do guião Paulo Portas ficou incumbido, ficou igualmente de fora das intervenções do presidente, afirmou João Almeida.

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