Impostos

Paulo Portas diz que Governo quer baixar IRS em 2015

Paulo Portas diz que Governo quer baixar IRS em 2015

O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, disse, esta sexta-feira, que o Governo quer começar a baixar o IRS em 2015, "deixando mais dinheiro disponível para as famílias", e procura um acordo com o PS para baixar o IRC em quatro anos.

"Queremos em 2015 começar a baixar o IRS, que se viu aumentado nos últimos anos. E isso tem a ver com o rendimento disponível das famílias", disse Portas num fórum empresarial em Madrid, onde também assumiu o desejo de baixar o IRC, o imposto sobre os lucros das empresas.

Paulo Portas falava em Madrid perante centenas de empresários e responsáveis de empresas espanholas e multinacionais, no Fórum de Alumni da IE Business School, onde foi o convidado principal.

Em diálogo com Guillermo de la Dehesa, presidente do International Advisory Board da IE, Portas admitiu que falta "recuperar muito" no capítulo do investimento, algo que obriga, por isso, a ter um imposto de sociedades mais "competitivo" para investidores internacionais.

"Gostaríamos de cortar 10 pontos mas não o podemos fazer. Estamos à procura de um acordo com o principal partido da oposição para reduzir 2,5% por ano nos próximos quatro anos. Isso transformará o imposto de sociedades num dos mais competitivos da Europa e isso é um fator importante para atrair investimento", disse, referindo-se ao IRC.

Portas referiu-se ainda ao trabalho do executivo no conjunto de reformas levadas a cabo nos últimos dois anos, com destaque para a redução da burocracia.

Apesar da vontade de baixar impostos, Paulo Portas recordou que o memorando com a troika "não permite descidas até ao final do programa" de assistência financeira internacional, motivo pelo qual o executivo quer, quanto antes, recuperar a soberania do país.

"Estamos a pensar no tema família, em baixar o imposto sobre o trabalho, o imposto mais pessoal. Mas é necessário que se saiba que pelo memorando não podemos baixar impostos. E por isso é tão importante cumprir e recuperar a nossa soberania", afirmou.

Portas sublinhou ainda que, do ponto de vista do financiamento, a situação europeia continua a ser "muito injusta para as empresas, que pagam pelo 'rating' dos países e não pelas suas performances como empresas".

"E é injusto que empresas com magnífica performance em Portugal ou Espanha tenham que pagar juros muito mais altos que outras empresas, talvez com pior performance, mas que estão no norte da Europa", disse.

Paulo Portas afirmou que é vital que Portugal tenha uma atitude "hiperativa, competitiva e pragmática na captação de investimento externo".

"Tenho uma visão pragmática da relação internacional. Não vou distinguir regimes. Não vou fazer política com o comércio. Tendo adaptar aos interesses de Portugal as relações com os países com os que estamos a trabalhar", frisou.

Outras Notícias