OE2012

Paulo Portas recusa ausência da discussão sobre o Orçamento do Estado

Paulo Portas recusa ausência da discussão sobre o Orçamento do Estado

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, afirmou que os democratas-cristãos votarão "com convicção" um Orçamento "difícil" que "tem que ser cumprido", saudou o esforço de "diálogo" da maioria e recusou que tenha estado ausente da discussão.

"Já falei muitas vezes, muitas vezes", afirmou Paulo Portas aos jornalistas quando questionado sobre o motivo pelo qual estava a pronunciar-se sobre o Orçamento do Estado na véspera da votação final global do documento no Parlamento.

Paulo Portas falava, terça-feira à noite, após a reunião da comissão política nacional do CDS, na sede do partido, em Lisboa, sublinhando que o órgão do partido também já tinha discutido o Orçamento depois de ter sido entregue na Assembleia da República.

"O CDS votará com convicção um Orçamento que é a consequência de Portugal ter sido levado a uma situação em que foi obrigado a pedir emprestado dinheiro para poder pagar salários e pensões e evitar uma rutura no sistema financeiro", declarou.

Para o presidente democrata-cristão, trata-se de um "Orçamento que é difícil mas tem que ser cumprido" para que seja dado "um passo muito significativo" para "libertar" Portugal da "situação de dependência externa em que foi colocado".

Paulo Portas salientou ainda as alterações ao Orçamento apresentadas pela maioria, ao encontro das reivindicações do PS.

"Antes não havia maioria absoluta, e portanto o diálogo era necessário, e havia pouco diálogo. Desta vez há uma maioria que é clara, que é estável, que é duradoura, mas o Governo e a maioria tiveram abertura para fazer gestos e tomar decisões e fazer propostas que iam encontro de temas que o principal partido da oposição tinha reclamado como mais importantes", sustentou.

O líder do CDS quis igualmente "assinalar como bastante significativo o facto de, com bastante nitidez, o esforço que vai ser feito ser maioritariamente do lado da redução da despesa e minoritariamente do lado do aumento da receita".

"Já houve tempos em que as políticas de consolidação orçamental se faziam essencialmente à custa dos impostos", declarou, considerando que no Orçamento do Estado para 2012 "o esforço de consolidação orçamental é essencialmente feito do lado da despesa".

O líder do CDS reiterou que a "ética social na austeridade", contida no documento, está patente, nomeadamente, no descongelamento das pensões mínimas.

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