Política

PCP acusa maioria de promover "completa farsa" no relatório preliminar

PCP acusa maioria de promover "completa farsa" no relatório preliminar

O PCP acusou, esta sexta-feira, PSD e CDS-PP de promover uma "completa farsa" no relatório preliminar da comissão parlamentar de inquérito às compras de material militar, garantindo o voto contra dos comunistas ao "embuste" apresentado.

"Estas conclusões são uma completa farsa promovida pelo PSD e CDS-PP para ilibar o Governo e as responsabilidades políticas que persistem neste processo e nesta nebulosa", afirmou o deputado do PCP Jorge Machado, em declarações aos jornalistas no parlamento.

Dizendo ser "uma completa mentira" afirmar, como a relatora do relatório, a deputada do PSD Mónica Ferro, que "nenhuma pergunta ficou por fazer e nenhuma resposta ficou por dar", Jorge Machado apontou um conjunto de falhas e lembrou que faltam receber dezenas de documentos.

Aliás, continuou, a "farsa chega ao ponto do ridículo" quando PSD e CDS-PP "apressadamente e como o diabo foge da cruz querem acabar com a comissão" ao mesmo tempo que a comunicação social dá conta de novos desenvolvimentos relativamente à família Espírito Santo e ao seu envolvimento no processo das contrapartidas.

"Há uma nebulosa com um denominador comum: envolver o CDS e envolver o BES em todo o processo", frisou, insistindo que as conclusões apontadas no relatório preliminar são "muito pobres",

"É um embuste de relatório", acrescentou.

Sobre as propostas de alteração que o PCP irá apresentar, Jorge Machado disse que os comunistas ainda estão a avaliar o que fazer, mas assegurou que o voto contra o seu partido é "garantido".

"O voto contra é garantido relativamente a estas conclusões e a este inquérito", declarou.

O relatório preliminar da comissão parlamentar de inquérito às compras de material militar por Portugal conclui não existir "qualquer prova" ou "indício" de ilegalidades por parte dos "decisores políticos e militares nos concursos".

No documento a que a agência Lusa teve acesso, entregue com cerca de oito horas de atraso face ao prazo previsto devido a problemas informáticos na formatação do texto, lê-se que a Comissão Parlamentar de Inquérito aos Programas de Aquisição de Equipamentos Militares (aeronaves EH-101, P-3 Orion, C-295, F-16, torpedos, submarinos U-209 e blindados Pandur II) realizou "o mais exaustivo trabalho de audição, contraditório e recolha documental até hoje realizado na Assembleia da República" sobre o assunto.

"Dos trabalhos da comissão não se retirou qualquer prova ou sequer indício de cometimento de ilegalidades pelos decisores políticos e militares nos concursos analisados", atesta a deputada-relatora, a social-democrata Mónica Ferro, garantindo que "nenhum decisor político atual ou antigo ficou por ouvir" e que "nenhuma pergunta ficou por fazer".

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