Política

PCP admite votar favoravelmente moção do BE

PCP admite votar favoravelmente moção do BE

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, admitiu esta segunda-feira votar favoravelmente a moção de censura ao Governo, apresentada pelo Bloco de Esquerda, revelando que não houve "negociações" entre os dois partidos para uma moção conjunta.

"Por aquilo que me pareceu da intervenção do coordenador do Bloco, naturalmente que nós poderemos subscrever um voto daquela natureza, mas a nossa moção tem um valor intrínseco, próprio, que com certeza demonstraremos no debate na Assembleia da República", frisou, em declarações aos jornalistas, à margem de uma campanha de rua, em Angra do Heroísmo, nos Açores.

Jerónimo de Sousa adiantou que houve apenas "um contacto" com o Bloco de Esquerda, não tendo existido "negociações" entre os dois partidos, no entanto, salientou que "esta convergência de data também tem o seu significado".

O secretário-geral do PCP disse não acreditar num voto favorável do PS à moção de censura apresentada pelo PCP, nem numa moção de censura conjunta dos partidos de esquerda.

"Há quem acredite no Pai Natal, mas é muito difícil enquanto existir esta identificação com os objetivos estruturantes desta política, que têm neste instrumento uma questão concreta incontornável", frisou.

Apesar da posição da direção do PS, o líder dos comunistas considerou que "serão muitos milhares de socialistas sinceros, que com certeza não estarão de acordo que se assista a que este governo acabe com o resto".

Jerónimo de Sousa acusou o PS de se demarcar das moções de censura apresentadas esta segunda-feira e de esperar que as políticas deste Governo levem à destruição do país, para que "o poder lhe caia no regaço".

"Nós apresentámos a nossa moção de uma forma autónoma, mas com a consciência de parar com uma contradição insanável por parte do PS, que se afirmando de esquerda continua a ser um fiel seguidor desta política de direita que nos está a desgraçar", frisou.

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