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PCP considera PS "obstáculo intransponível" à convergência da esquerda

PCP considera PS "obstáculo intransponível" à convergência da esquerda

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou na segunda-feira à noite que as posições políticas do PS constituem um "obstáculo intransponível" para a "convergência da esquerda" sugerida pelo líder cessante do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã.

"O PS insiste nesta ideia miraculosa de que é preciso respeitar e cumprir o pacto de agressão [memorando da 'troika']. Ora aqui está um obstáculo intransponível", disse o líder comunista durante uma visita às Festas das Vindimas, em Palmela.

Francisco Louçã disse, no domingo, no último discurso como coordenador do Bloco de Esquerda, que a ideia de um Governo de esquerda "criará muitas dúvidas", mas que a esquerda deveria lutar para o conseguir.

"Esse Governo de esquerda, que é a grande luta que temos que travar, criará muitos debates certamente, muita contraposição, muitas dúvidas. Mas uma coisa ele fará: perante toda a oposição social, ele dirá que luta pela igualdade e pelo respeito", disse.

Confrontado com a sugestão do dirigente do BE, Jerónimo de Sousa defendeu que essa "convergência de esquerda" teria de ter como consequência uma rutura com as políticas do memorando da 'troika' (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) e do atual Governo PSD/CDS-PP.

"Nós considerarmos fundamental uma convergência patriótica e de esquerda, que tenha como objetivo fundamental uma política alternativa, mas (...) como é que o PS se quer assumir de esquerda identificando-se com o conteúdo do pacto de agressão?", interrogou-se Jerónimo de Sousa.

O líder comunista frisou que esta "é uma contradição insanável", acrescentando que a ideia é "muito simpática", mas antes é preciso definir quais são os pontos de união dos diferentes partidos de esquerda.

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