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PCP diz que "é preciso pôr um ponto final nesta política de ruína"

PCP diz que "é preciso pôr um ponto final nesta política de ruína"

O secretário-geral do PCP insistiu, este domingo, que é necessário "pôr um ponto final" na "política de ruína" do país de que são responsáveis PS, PSD e CDS, e insistiu em que a rutura é possível, apelando à "resistência" e à "luta".

Jerónimo de Sousa, que falava no comício de encerramento da Festa do Avante!, na Quinta da Atalaia, no Seixal, perante milhares de militantes e apoiantes comunistas, culpou várias vezes, no seu discurso de 50 minutos, PSD, CDS e PS pela "mais grave crise económica e social" que Portugal enfrenta, com "consequências trágicas para o país e dramáticas para a vida dos portugueses".

O líder comunista considerou que Portugal vive hoje "uma situação de brutal retrocesso" e "em todos os domínios", "resultado acumulado de anos de política de direita ao serviço dos grupos económicos e financeiros e de um pacto ilegítimo que tudo agravou, estabelecido entre aqueles que governaram o país nas últimas décadas, o PS, PSD e CDS e a 'troika' estrangeira do FMI, BCE e UE".

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Para Jerónimo de Sousa, as políticas destes partidos são iguais e, por isso, "com este Governo, nem fim da crise, nem fim do regabofe", afirmou, numa referência a uma expressão usada por Passos Coelho para qualificar a política do anterior Governo socialista.

Prova disso, aprontou, são as "transferências de milhões para os bolsos do capital", "o pequeno e insignificante corte nas rendas excessivas da EDP" ou "o regabofe do BPN".

Apontando os "níveis recorde" de desemprego e recessão e "a avassaladora ofensiva contra os direitos sociais", Jerónimo de Sousa afirmou: "É preciso pôr um ponto final nesta política de ruína".

Para o líder do PCP, esse objetivo consegue-se com a "mais viva resistência, protesto e luta", sublinhando que isso mesmo já está acontecer, sobretudo nas empresas, como aconteceu no mês de agosto.

Jerónimo de Sousa apelou depois, e neste contexto, à mobilização dos portugueses na luta contra o Governo, insistindo na "urgência" e na "possibilidade" de rejeitar o "pacto de agressão" (o acordo de ajuda externa).

Para os comunistas, insistiu, é possível "realizar uma outra política" que passa, por exemplo, pela renegociação da dívida pública, tal como fez a Alemanha após a II Guerra Mundial, dada a situação financeira que vivia.

O secretário-geral do PCP referiu-se ainda ao XIX Congresso do PCP, de 30 de novembro a 02 de dezembro, em Almada, garantindo que "determinará a resposta do PCP à situação do país e à concretização da rutura com o rumo do desastre nacional em curso, apontando o caminho alternativo e a forma de o concretizar".

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