Moção de censura

PCP diz que Governo está sem condições, BE defende eleições

PCP diz que Governo está sem condições, BE defende eleições

O PCP defendeu, esta quinta-feira, que o Governo está "sem condições políticas" para continuar e não "assegura o regular funcionamento das instituições", enquanto o BE considerou que é preciso "caminhar para eleições" e "dar a palavra ao povo".

No discurso de encerramento do debate das moções de censura ao Governo, o líder parlamentar comunista, Bernardino Soares, deixou um aviso aos deputados da maioria. "Esta Assembleia tem 230 deputados, todos vão votar a seguir estas moções de censura e cada um será responsável pela continuação ou pela interrupção deste desastroso caminho, cada um que não votar a favor destas moções de censura é responsável pela continuação do desastre", afirmou.

O deputado do PCP traçou um quadro arrasador da atual situação do Governo e disse ser impossível imaginar "o que aconteceria a este país se este Governo continuasse a fazer o que está a fazer até 2015".

"A fortíssima luta e combate social que enfrentou esta política já derrotou este Governo e exige outra política, este Governo não tem condições políticas para continuar", advogou, referindo ainda a falta de "coesão interna" e "as contradições da coligação".

Na opinião de Bernardino Soares, o executivo "não assegura o regular funcionamento das instituições democráticas que a Constituição impõe".

Por outro lado, o presidente do grupo parlamentar do BE, Luís Fazenda, acusou o Governo de coligação de ameaçar o país com "o caos e o dilúvio" como consequências de renegociar a dívida e de não ter sabido retirar consequências das manifestações de protesto das últimas semanas.

Para Luís Fazenda, que acusou o executivo de "arrogância", "está na altura de dar ao povo português a palavra": "O país não pode suportar mais três anos deste desgoverno, não pode aguentar a recessão em cima da recessão, quem nos vem falar de cenários apocalípticos, por favor, deve ter espelhos lá em casa".

PUB

"O ministro das Finanças não demonstrou de modo algum que através destas medidas consiga esse alfa e ómega que é o retorno aos mercados em 2013 e passar o bilhete de ida da "troika' em junho de 2014", considerou.

Fazenda terminou a sua intervenção afirmando que "é necessário alargar a oposição e caminhar para eleições, para encetar alternativas" e considerando que é "um sacrifício excessivo para o povo manter esta política".

Moções do PCP e BE rejeitadas

As moções de censura do PCP e do Bloco de Esquerda ao Governo foram rejeitadas com os votos contra de PSD e CDS-PP e a abstenção do PS.

No final das votações, apenas a deputada independente da bancada do PS, Isabel Moreira, anunciou a apresentação de uma declaração de voto sobre o seu posicionamento perante as moções de censura ao Governo.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG