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PCP: "Os trabalhadores e o povo português estão fartos disto"

PCP: "Os trabalhadores e o povo português estão fartos disto"

O PCP acusou o ministro Paulo Portas de "andar pelo mundo a fugir do país" e o primeiro-ministro de arranjar "mistificações" para explicar as "consequências desastrosas" do primeiro ano de Governo, avisando que os portugueses "estão fartos disto".

"O primeiro-ministro, Passos Coelho, multiplica-se em desculpas e mistificações, o dr. Paulo Portas aproveita a qualidade de ministro dos Negócios Estrangeiros para andar pelo mundo a fugir do país e das consequências desastrosas da política que o seu Governo está a executar", afirmou o deputado comunista Francisco Lopes, numa intervenção no Parlamento durante o debate do 'estado da Nação'.

O deputado fez um balanço do primeiro ano de Governo PSD/CDS, partidos de que Passos Coelho e Paulo Portas são também líderes, destacando que o "resultado" é negativo e se traduz, entre outras coisas, em "exploração, empobrecimento, injustiças e desigualdades sociais, desemprego, recessão, afundamento e desastre nacional para benefício do capital monopolista e do continuado saque aos recursos nacionais".

"Os trabalhadores e o povo português estão fartos disto", acrescentou, dizendo que isso mesmo mostraram desde que o Governo tomou posse, "com uma intensidade de protesto e luta como há muito não se via".

Para o PCP, "há soluções, não há que ter medo do futuro", defendendo que "é o tempo de um novo caminho". Francisco Lopes lembrou que a "soberania reside no povo e que nas suas mãos está a chave do futuro", apelando a uma "rutura" com a "política antipatriótica e de direita".

As soluções, para os comunistas, passam pela rejeição do memorando de entendimento assinado no âmbito da assistência financeira internacional e pela renegociação da dívida pública nos montantes, prazos e valor dos juros.

O PCP defende ainda o fim do processo de privatizações e "a recuperação do controlo público dos setores estratégicos da economia nacional, incluindo a banca".

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"Se para dois dos maiores bancos o Estado canalizou uma verba três vezes superior ao seu valor nominal, há todas as razões para que a gestão desses bancos seja pública e ao serviço dos interesses nacionais", afirmou.

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