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PCP recusa propostas do FMI para "continuar a roubar o povo"

PCP recusa propostas do FMI para "continuar a roubar o povo"

O deputado comunista João Oliveira disse, esta quarta-feira, que o PCP recusará qualquer discussão sobre as funções do Estado que tenha como base o pressuposto de "continuar a roubar o povo português".

João Oliveira considerou que o estudo do FMI "tem como base o pressuposto que o PCP recusa por completo que é o pressuposto de continuar a roubar o povo português, sendo apenas a dúvida em relação à forma como esse roubo irá por diante, se é mais nas reformas, se é mais nos despedimentos, se é mais nos cortes do subsídio de desemprego ou nas prestações sociais".

O Fundo Monetário Internacional (FMI) defende o aumento das taxas moderadoras, a dispensa de 50 mil professores e um corte em todas as pensões, medidas que "poderão aumentar a eficiência do Estado, reduzindo a sua dimensão de forma a suportar a saída da crise".

No documento, o FMI propõe um corte de quatro mil milhões de euros a partir de 2014, e sustenta que os polícias, militares, professores, médicos e juízes têm "demasiadas regalias".

Em declarações aos jornalistas, no Parlamento, João Oliveira defendeu que os direitos sociais não constituem privilégios e considerou que "quando o FMI fala em privilégios injustificados" o que deve ser discutido são os empréstimos aos bancos, que aumentam a dívida pública.

"Ainda na semana passada se concretizaram no empréstimo ao banco Banif de 1100 milhões de euros. Um quarto do que o FMI pretende cortar em prestações sociais foi entregue na semana passada a um só banco", apontou.

"O problema do crescimento do país não está nas funções sociais do Estado, naquilo que é a garantia que o Estado disponibiliza a todos os cidadãos de direitos sociais. Está em ter um Estado ao serviço dos interesses privados e do capital financeiro, sacrificando com isso as condições de vida dos portugueses", argumentou.

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