Política

Pizarro considera "ridícula" nova polémica da limitação de mandatos

Pizarro considera "ridícula" nova polémica da limitação de mandatos

Manuel Pizarro, candidato ao Porto pelo PS, considerou, este sábado, ser um "assunto ridículo" a polémica sobre a lei que limita a renovação sucessiva de mandatos autárquicos, após Cavaco Silva ter detetado "um erro". E desafiou os partidos a dizer se querem que sejam limitados ou "se andam a brincar à limitação de mandatos". Mas considera desnecessária uma clarificação.

"Considero que esse assunto é tão ridículo que nem merece ser comentado. É preciso perguntar a quem o revelou e a quem cometeu o erro", começou por reagir o candidato socialista, que disputa a Câmara com Luís Filipe Menezes, do PSD, autarca de Gaia alvo de ações populares em tribunal por causa da limitação de mandatos.

Conforme noticiou ontem o JN, a Presidência da República comunicou à presidente do Parlamento, Assunção Esteves, um erro na publicação da lei: a troca de um "da" por um "de". As expressões que acabaram por ser publicadas foram "presidente de Câmara Municipal" e "presidente de Junta de Freguesia".

A alteração foi feita pela Casa da Moeda, que explicou, ontem, não poder aceitar a expressão "da" sem referência concreta à Autarquia, tendo, neste caso, de substituir pela menção genérica "de". Com a deteção do erro, a candidatura de Luís Filipe Menezes disse não restarem dúvidas de que a limitação é apenas geográfica e não relativa à função de presidente.

"Há uma coisa que os partidos têm que dizer com clareza. Se querem limitação de mandatos ou se estão a brincar à limitação de mandatos. Pela parte que me toca acho que deve haver renovação da vida política e sou a favor da limitação de mandatos. Haverá outros que, só hipocritamente, dizem que são a favor mas o que querem é que os mesmos se eternizem na vida política", afirmou hoje Manuel Pizarro, à entrada para um debate sobre reabilitação urbana.

Questionado, então, por que os partidos continuam sem promover uma clarificação da lei, deste logo o PS, respondeu que essa é uma questão a colocar "aos partidos que estão envolvidos nisso". E afirmando que tem "uma posição clara", considerou, do mesmo modo, que "a lei é absolutamente clara".

Pizarro diz mesmo que "o PS está cheio de razão porque a dúvida surgida ontem só confirma que a atual lei é clara".

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"Eu tenho uma atividade profissional, sou médico no hospital de S. João, e tenho uma atividade política e cívica. Há outros que não têm nenhuma atividade para além da política e precisam de andar a saltar de sítio em sítio", terminou.

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