Resgate financeiro

Portugal fica "sem referência" para eventual programa cautelar

Portugal fica "sem referência" para eventual programa cautelar

O ministro da Presidência considerou, esta quinta-feira, que a decisão da Irlanda de recusar um programa cautelar deixa Portugal "sem referência" para a eventualidade de precisar desse instrumento, que assinalou não ter ainda contornos definidos.

Na conferência de imprensa sobre as conclusões do Conselho de Ministros, o ministro da Presidência, Luís Marques Guedes, afirmou que, "se Portugal vai precisar ou não de um programa cautelar, neste momento é obviamente muito prematuro para saber isso".

Por sua vez, o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, declarou que "não há negociações abertas quanto a Portugal", acrescentando: "No momento certo, falaremos do modelo relativamente a Portugal".

Paulo Portas felicitou a Irlanda pela decisão de regressar ao financiamento nos mercados de forma autónoma, não se alongando sobre este assunto, enquanto Marques Guedes, questionado pela comunicação social sobre o caso português, comentou: "A Irlanda tomou esta decisão. Ficamos sem um ponto de referência, porque se tivesse a Irlanda optado por esse programa cautelar as negociações desse programa seriam uma referência interessante para o nosso país. Ficamos sem essa referência, mas obviamente que nos congratulamos que a Irlanda tenha podido terminar o seu programa nos moldes em que entende que o consegue fazer, ainda por cima sem qualquer tipo de apoio no pós-programa".

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