Política

Portugal segue "Grécia com um ano de atraso", diz Freitas do Amaral

Portugal segue "Grécia com um ano de atraso", diz Freitas do Amaral

O antigo governante Freitas do Amaral afirmou, esta segunda-feira, que, "com esta receita", Portugal vai enfrentar "um segundo, um terceiro, um quarto e um quinto" resgates, alertando que o país está "a seguir a Grécia com um ano de atraso".

O fundador do CDS considera que, "com esta receita que a 'troika' (União Europeia e Fundo Monetário Internacional) impõe, é claro que tem de haver cortes na despesa e é claro que tem de haver aumentos da receita", uma política que "vai conduzir a um caminho cada vez mais fundo" e que implicará "um segundo, um terceiro, um quarto e um quinto" resgates financeiros.

Para Diogo Freitas do Amaral, que falava esta segunda-feira à noite numa conferência organizada em Lisboa pelo eurodeputado centrista António Ribeiro e Castro, Portugal está "a seguir o caminho da Grécia com um ano de atraso".

"A Grécia está à beira do terceiro [resgate] e nós estamos à beira do segundo", afirmou, acrescentando que "esta receita está errada e, enquanto não for modificada, vai ser sempre pior".

Diogo Freitas do Amaral considerou ainda que "o sistema político português está bloqueado", porque "o Governo não é capaz de retificar um único erro, não é capaz de negociar com voz grossa com a 'troika' e com as potências que estão por trás da 'troika', o presidente da República entende que não deve intervir, o Parlamento não tem capacidade para destituir o Governo e o CDS foi entalado e não pôde demarcar-se do PSD. como chegou a desejar".

Ora, num contexto de "bloqueio" do sistema político, "o único sinal de esperança em Democracia, quando um Governo governa mal, é [convocar] eleições", defende o antigo governante e candidato à Presidência da República.

"Não digo que devam ser feitas agora. Agora temos de discutir e votar o Orçamento", explicou, considerando que "a partir de janeiro, no momento em que o Presidente da República, as forças políticas e o Conselho de Estado entenderem que é mais oportuno para o país", essa questão deve ser considerada.