Política

Presidente das Caldas ameaça revoltar-se contra aumento do IMI

Presidente das Caldas ameaça revoltar-se contra aumento do IMI

O presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Fernando Costa, considerou que "o IMI é um perigo que aí vem". Ao discursar no congresso do PSD, disse que vai "revoltar-se" contra o aumento do Imposto Municipal sobre Imóveis e considerou, ainda, que a reforma das autarquias não começou bem.

"O IMI é um perigo que aí vem", considerou o presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Fernando Costa. Ao discursar, sábado à noite, no congresso do PSD, em Lisboa, sublinhou que o aumento do Imposto Municipal sobre Imóveis vai permitir um rendimento extra de 500 milhões de euros ao Estado. "São mais 50%, de mil milhões para 1500 milhões", argumentou.

"É um exagero, não deixem que isso aconteça", pediu Fernando Costa, dirigindo-se aos líderes sociais-democratas. "Eu vou-me revoltar", desabafou, contra o aumento do IMI.

"Subam a taxa a uns, mas baixem a outras. Há pessoas a pagar 700, mil euros por um apartamento em Lisboa. É um escândalo", acrescentou.

O presidente da Câmara das Caldas abordou, ainda, a reforma autárquica, liderada pelo ministro Miguel Relvas, sublinhando que as freguesias não vão acabar, embora considere que o "processo não começou bem" e devia ter-se iniciado com as Câmaras.

"Gostaria de menos crispação e de mais consensos à volta da reforma autárquica. Porque não? Não vão acabar nem 1000 freguesias nem 1500 freguesias, Armando Vieira [presidente da Anafre]. Vão é juntar-se freguesias, vai haver uma junta para duas, três, quatro freguesias, é diferente", afirmou Fernando Costa perante o Congresso do PSD.

"E tu sabes, Armando, quanto eu considero que esta reforma, perdoa-me Passos, perdoa-me, Miguel Relvas, não começou bem", afirmou.

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Para o autarca das Caldas da Rainha, "esta reforma devia ter começado com um projeto conjunto do PSD, do CDS e do PS", porque "assim mandou a 'troika', assim houve consenso à volta do memorando de entendimento.

"E aqui um repto, Passos Coelho, as novas leis autárquicas são leis de regime, as novas leis eleitorais são leis de regime, são leis fundamentais, a nova lei da justiça devia ser feita com os três partidos", declarou.

Fernando Costa considerou que "enquanto houver dois partidos de um lado e o PS de outro é a crispação permanente".

O presidente da Câmara das Caldas da Rainha defendeu "a reforma devia começar era pelos concelhos", ilustrando que "a angariação de dois pequenos concelhos equivale, no mínimo, a pelo menos 500 mil euros".

A poupança alcançada com estas reformas "tem que reverter para as populações", com a diminuição do IMI e do IRC.

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