Política

Primeiro-ministro diz que só "poupanças permanentes" garantem "impostos mais baixos"

Primeiro-ministro diz que só "poupanças permanentes" garantem "impostos mais baixos"

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, reiterou esta quinta-feira que "a reforma do Estado" terá que incluir "poupanças permanentes na despesa pública", como forma de garantir no futuro "impostos mais baixos".

"Nós queremos uma fiscalidade mais baixa e mais compatível com o crescimento da economia e com a autonomia dos cidadãos. Ora, ninguém pode comprometer-se com impostos mais baixos para as famílias e para a atividade económica se não se comprometer do mesmo modo com poupanças permanentes da despesa do Estado", defendeu Passos Coelho.

O primeiro-ministro falava no encerramento de uma conferência da rádio TSF, no Pátio da Galé, em Lisboa, tendo tido à sua espera cerca de vinte manifestantes, que, à saída, e em ligeiro maior número, entoaram "Grândola, Vila Morena" e o chamaram de "gatuno".

"Não poderemos ter impostos mais baixos, se não ajustarmos a despesa do Estado de modo sustentado e duradouro a um esforço fiscal aceitável para todos", argumentou na sua intervenção.

O primeiro-ministro referiu-se à reforma do Estado e à sétima avaliação da 'troika', como refletindo a "nova fase" do processo de ajustamento, a fase de preparação do "pós-'troika'".

Passos reiterou que a "reforma do Estado" tem que incluir "poupanças permanentes na despesa pública", continuando sem revelar quais são as áreas em que incidirão.

"A necessidade de obtermos poupanças permanentes significativas para o princípio do período pós-troika declarou-se assim que se tornou notório que o ajustamento da economia portuguesa estava a prosseguir a uma velocidade e a uma profundidade muito diferentes do que aquilo que tinha sido planeado inicialmente quando se elaborou o memorando de entendimento", disse.

Segundo o primeiro-ministro, a "reforma do Estado deve obedecer ao duplo princípio geral de maximização das oportunidades para todos e da mobilização dos recursos para melhorar as condições e perspetivas de vida dos membros mais desfavorecidos da sociedade".

"Precisamos de um Estado que assuma um papel de agente de investimento social. Isto é, um Estado investidor na capacitação de todos e mais capaz de quebrar a transmissão intergeracional da pobreza. Um Estado mais promotor da justiça social, da equidade e da mobilidade social", afirmou.

Passos Coelho diz que não se deve "abordar esta reforma como um conjunto de perdas" que se tem de "suportar", mas "como uma oportunidade" para "elevar" o "tecido institucional para níveis superiores de qualidade e de eficácia".

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