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Primeiro-ministro forçado a explicar nomeações no Parlamento

Primeiro-ministro forçado a explicar nomeações no Parlamento

Mais de 80% das nomeações resultaram de reconduções para os cargos, não pelas suas orientações políticas, mas pela competência, frisou o primeiro-ministro, esta sexta-feira de manhã, no Parlamento, depois de a Esquerda ter criticado o chefe de Governo pelos nomes escolhidos para empresas como a EDP e a Águas de Portugal.

"Quero garantir que nunca o critério partidário foi tomado em conta para as nomeações", afirmou Passos Coelho, lembrando depois que o seu Governo aprovou uma nova lei que veio alterar as regras de recrutamento na administração pública e sector empresarial do Estado, "que está em vigor e que vai aplicar-se a este Governo".

O líder do PS desafiou, no entanto, Passos Coelho a explicar qual foi o critério para a escolha de Manuel Frexes, presidente da Câmara do Fundão, para a Águas de Portugal. "Qual é o critério? Qual é o princípio?", questionou António José Seguro, que lembrou ainda que a autarquia mantém um contencioso com a Águas de Portugal.

"Na campanha prometeu que não iria fazer nomeações partidárias. Prometeu e não cumpriu. Também disse que não eliminaria os subsídios de férias e de Natal aos portugueses", frisou o líder do PS.

"Vejo um Governo e um primeiro-ministro de braços cruzados, mas há uma área onde vejo o Governo e o primeiro-ministro de mangas arregaçadas: Nas nomeações da sua clientela partidária para o aparelho do Estado", acusou o líder socialista, recebendo palmas da sua bancada.

Seguro acusou ainda Passos Coelho de manter uma paixão pela austeridade a que soma uma outra relacionada com a alteração da legislação laboral.

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