Política

Primeiro-ministro recusa hipótese de baixar juros do empréstimo

Primeiro-ministro recusa hipótese de baixar juros do empréstimo

O primeiro-ministro recusou, esta sexta-feira, a possibilidade de cortar nos juros sobre o empréstimo a Portugal, afirmando que isso significaria o incumprimento do acordo com a "troika" e defendeu que as propostas da oposição nesse sentido são demagógicas.

"Há uma proposta que esperamos retirar do debate com a demagogia que ela tem tido que é a possibilidade cortar nos juros. Nesta altura significaria incumprir a posição de Portugal. O incumprimento significaria para os portugueses um revés e um choque muito mais grave do que aquele que temos vindo a suportar", defendeu.

Intervindo no debate quinzenal, Passos Coelho defendeu que Portugal só paga um "montante elevado de juros não porque as taxas de juro sejam muito elevadas mas porque o montante da dívida é muito elevado".

"É uma alternativa, evidentemente, mas não é uma alternativa que possamos aceitar para os portugueses", declarou.

Passos Coelho defendeu a estratégia seguida pelo Governo e disse que caso fossem aceites propostas da oposição para aumentar o salário mínimo ou as pensões isso representaria "uma mentira" aos portugueses.

"Tivéssemos nós seguido os apelos do PS e aquilo que estaríamos a discutir não era o fecho do programa de assistência, era o segundo resgate e a desordem em Portugal", sustentou.

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