Política

Primeiro-ministro rejeita ideia de quebra de consenso político

Primeiro-ministro rejeita ideia de quebra de consenso político

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, rejeitou a ideia de quebra de consenso político no país, garantindo "um relacionamento normal com a oposição" e que "em Portugal têm existido boas condições para que se mantenha um acordo político".

À chegada para a comemoração do centenário da empresa BA Vidro, em Avintes, Vila Nova de Gaia, Pedro Passos Coelho foi questionado sobre se estaria em causa o consenso político no país, depois de o secretário-geral do PS, António José Seguro, ter acusado o Governo de "enfraquecer o consenso político" e de "falta de respeito" pelo Parlamento ao enviar para Bruxelas dados que não apresentou na Assembleia da Republica.

Rejeitando que o consenso político esteja em causa em Portugal e questionado sobre as declarações do líder socialista, após uma audiência com o presidente da República - onde disse que a situação do país era "preocupante" e "grave" - o primeiro-ministro foi perentório: "não sei porque é que isso implica alguma quebra de consenso dentro do país".

"Não é preciso o secretário-geral do PS falar ao presidente da República dos problemas do país porque nós conhecemos os problemas do país", acrescentou, perante a insistência dos jornalistas.

Remetendo para o debate quinzenal, esta sexta-feira no Parlamento, a "oportunidade para discutir essas matérias", Passos Coelho recordou que o consenso em Portugal "aconteceu na altura em que, tendo o anterior Governo necessitado de pedir ajuda externa, foi a oposição convidada a juntar-se ao Governo nesse pedido de auxílio externo".

"No âmbito de todo esse processo tem havido um relacionamento normal com a oposição também e com o Parlamento que tem permitido que Portugal se mantenha externamente como um país que obtém um consenso à volta desse programa de assistência como dificilmente outros países podem exibir", garantiu.

Na opinião do chefe do Governo "em Portugal têm existido boas condições para que se mantenha um acordo político quer quanto ao programa de assistência económica e financeira que está a decorrer quer quanto à assunção de objetivos de coesão social que o acordo com os parceiros sociais releva".

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"Eu, tanto quanto sei, o secretário-geral do PS, no termo dessa audiência, manifestou a intenção do PS ter toda a abertura ao diálogo e ao consenso político no país e isso parece-me um bom sinal", disse ainda.

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