Política

Promotores da manifestação de sábado disponíveis para ajudar a uma greve geral

Promotores da manifestação de sábado disponíveis para ajudar a uma greve geral

Os promotores da manifestação que juntou "cerca de um milhão de portugueses", sábado, em 40 cidades, comprometem-se "a ajudar a construir uma greve geral de forte adesão popular" e apelam a uma vigília durante o Conselho de Estado, sexta-feira.

O lema que uniu quase um milhão de portugueses, "Que se lixe a troika, queremos as nossas vidas", continua a mexer para lá das redes sociais. Os promotores comprometem-se "a fazer todos os esforços para ajudar a construir uma greve geral de forte adesão popular, que seja capaz de parar todo o país, em união contra o desastre que nos é imposto".

Cientes de que "a mobilização impressionante que aconteceu no sábado se deve a todas as pessoas que fizeram sua esta ideia", os subscritores e as subscritoras do manifesto "Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!" querem retribuir.

"Os organizadores e as organizadoras da manifestação apoiarão, como cidadãos e cidadãs, todas as lutas", desde "concentrações sectoriais às grandes manifestações convocadas pelos sindicatos para as próximas semanas, passando pelo apelo lançado publicamente na manifestação a uma vigília para a próxima sexta-feira, frente ao Conselho de Estado, no Palácio de Belém".

Cavaco Silva convocou para sexta o Conselho de Estado, e pediu também a presença do ministro das Finanças. Os promotores querem marcar presença com uma "vigília pacífica" junto à Presidência da República, na sexta-feira.

O objetivo, explicou Nuno Ramos de Almeida, um dos promotores do manifesto, é "pressionar" para "inverter esta política" e conseguir a "alteração deste tipo de posições e de políticas da 'troika'" e a "desautorização" do Governo e da sua política de austeridade.

A disponibilidade da organização do movimento está a correr pelas redes sociais, que foram fundamentais na mobilização do protesto de sábado, que juntou "quase um milhão de pessoas" nas ruas de várias cidades de Portugal e doutros países (junto à sede de embaixadas portuguesas).

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"Um grande sucesso, mas não ainda uma vitória", pode ler-se no comunicado que os promotores fizeram chegar à redação do JN. "Só se cumprirá a vontade de todas e todos que se manifestaram quando este governo for demitido e o memorando da troika rasgado".

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