Crise Financeira

Propostas socialistas permitiam aliviar sacrifícios e cumprir o défice em 2012

Propostas socialistas permitiam aliviar sacrifícios e cumprir o défice em 2012

O secretário-geral do PS, António José Seguro, afirmou na terça-feira que as propostas dos socialistas para reduzir a austeridade imposta pelo Governo teriam permitido aliviar os sacrifícios dos portugueses e cumprir o défice contratado com a "troika".

"O que vou dizer amanhã [quarta-feira] à "troika" é que as propostas que fizemos em setembro, outubro e novembro eram propostas que, se tivessem sido escutadas e concretizadas na altura, tinham aliviado muitos dos sacrifícios dos portugueses", disse.

Segundo o líder socialista, se as suas propostas tivessem sido aceites, "teria havido certamente menos desemprego, menos queda da economia e o défice contratado seria completamente atingido".

"Se a 'troika' não estiver sensível às pretensões do Partido Socialista, é uma 'troika' mais insensível do que estava à espera", acrescentou o secretário-geral do PS, que na quarta-feira é recebido pelos representantes da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e do Fundo Monetário Internacional.

António José Seguro falava aos jornalistas durante uma visita às Festas das Vindimas, em Palmela, onde trocou impressões e confraternizou com dezenas de pessoas, acabando a petiscar com uma família socialista.

A falta de emprego e a necessidade de financiamento das empresas foi o principal tema para as conversas com dezenas de pessoas e com alguns militantes socialistas.

"Fico satisfeito pelas conversas que as pessoas tiveram comigo a propósito da situação do país e da esperança que têm numa mudança. É uma coisa que me reconforta", disse, convicto de que muitos portugueses se reveem nas propostas do Partido Socialista.

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Questionado sobre as divergências entre os dois partidos do Governo, PSD e CDS-PP, sobre uma nova lei autárquica, António José Seguro reiterou o apelo que já tinha sido feito pelo PS, para que a maioria governamental se entenda sobre a matéria.

"O poder local em Portugal precisa de uma lei que introduza maior poder de fiscalização por parte da Assembleia Municipal, que separe, claramente, aquilo que é o governo [executivo camarário] daquilo que é o órgão de fiscalização [Assembleia Municipal]", disse.

"O Partido Socialista quer a nova lei, pelo PS há essa nova lei, mas é preciso que a maioria se entenda, porque, para haver essa lei, é preciso uma maioria de dois terços", acrescentou.

Segundo Seguro, a maioria no Governo "tem aqui a possibilidade e a oportunidade de fazer um derradeiro esforço para se entender, para não privar o país de uma lei que o poder local, as Câmaras Municipais e Assembleias Municipais necessitam".

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