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PS afirma alternativa em contraste com Governo dividido

PS afirma alternativa em contraste com Governo dividido

Quando subir este domingo à tribuna, Seguro vai partir da unidade selada no congresso para mostrar ao país que o PS é a alternativa que contrasta com um Governo dividido. Será um discurso virado para o "novo rumo".

Arrumada a questão da unidade, com os mais críticos da atual direção a manifestarem apoio ao líder, a reboque de António Costa e de Francisco Assis, e a resposta ao presidente da República, António José Seguro vai, este domingo, aproveitar o encerramento do 19.º Congresso do PS, no Europarque, em Santa Maria da Feira, para continuar a falar para o país, a exemplo do que fez no início dos trabalhos.

Em cima da mesa, Seguro tem um dado novo: a notícia de que o último Conselho de Ministros, destinado a definir medidas que compensem as que foram chumbadas pelo Tribunal Constitucional, decorreu num clima de muita tensão. Nos bastidores do Congresso, o ocorrido não foi recebido com muita surpresa e foi lido como uma espécie de "rebelião" de ministros do PSD afetos às alas "barrosistas" e "mendistas", mais difíceis de controlar depois da saída de Miguel Relvas.

O JN sabe que esta cada vez maior divisão no seio do Executivo será usada este domingo por Seguro para contrapor à unidade socialista e à afirmação de um projeto alternativo em Portugal e na Europa.

O secretário-geral do PS disse, sábado, numa entrevista à TVI, que o adversário é o Governo "que já não tem condições para continuar". Será com esse foco que reafirmará que Passos Coelho e os seus ministros estão de "costas voltadas para o país". Em oposição, falará do "novo rumo", que tem como principal prioridade o emprego, e apresentará medidas concretas que encaixem nos três pilares que em que assenta a nova visão para Portugal: um novo desenvolvimento, uma nova Europa e um novo compromisso com o contrato social.

Embora não as tenha concretizado, Seguro referiu-se a propostas concretas "que ajudem as empresas a produzir", com o objetivo de criar emprego e ajudar a resolver os problemas do país.

São medidas que, tal como já dissera na sexta-feira, poderão ser usadas pelo Governo, não num ambiente de consenso, mas de alternativa. Aliás, será dessa forma que o PS aceitará conversar com o Executivo, na sequência da carta que Poiares Maduro endereçou aos socialistas (ler caixa), e que no Congresso foi interpretada como uma "tentativa de criar ruído".

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