Política

PS destaca momento histórico do partido e da democracia portuguesa

PS destaca momento histórico do partido e da democracia portuguesa

Limadas algumas arestas durante a discussão artigo por artigo, a revisão dos estatutos do Partido Socialista, aprovada na generalidade por 81% dos votos, acabou por passar graças aos votos favoráveis de mais de 90% dos votantes e sem qualquer voto contra.

Para Miguel Laranjeiro, secretário nacional para a organização do PS, este "é um grande momento de abertura do partido que ficará na história da democracia portuguesa". Em causa estão alterações significativas no processo de escolha e votação, quer dos candidatos às autarquias, quer das listas concorrentes a eleições legislativas.

Até agora, prevaleciam as escolhas das comissões políticas concelhias ou das federações distritais, mas, futuramente, os militantes contestatários, podem apresentar listas alternativas, subscritas por um terço do universo de votantes, sendo depois sufragadas através de eleições diretas.

Por outro lado, a partir de 2013, as eleições para os órgãos concelhios e distritais do partido passam a ser efectuadas pouco tempo depois das eleições autárquicas e legislativas e os mandatos dos dirigentes, incluindo do secretário-geral passam de dois para 4 anos.

"Isto só prova que o PS foi capaz de modernizar-se, introduzindo maior abertura e maior participação dos militantes na vida do partido", congratulou-se ainda Miguel Laranjeiro.

Já quanto à saída intempestiva de Renato Sampaio e de Isabel Santos, o secretário nacional para a organização do partido socialista disse que "fugir ao debate nunca é boa solução".

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