Pedro Passos Coelho

PS diz que "não é próprio de um primeiro-ministro chamar piegas ao seu povo"

PS diz que "não é próprio de um primeiro-ministro chamar piegas ao seu povo"

O PS considera que "não é próprio" de um primeiro-ministro "chamar piegas ao seu povo", acusando Passos Coelho de não saber mobilizar os portugueses e de os "flagelar" com uma série de declarações recentes.

"Tratou-se de uma declaração infeliz do senhor primeiro-ministro. Não é próprio de um primeiro-ministro de um país europeu chamar piegas ao seu povo, sobretudo a um povo que ao longo da sua história mostrou grande capacidade de lutar e vencer a adversidade", disse hoje o líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, numa declaração aos jornalistas no Parlamento.

Zorrinho comentava declarações de Passos Coelho, na segunda-feira, em que o primeiro-ministro pediu aos portugueses para serem "persistentes" e "exigentes" e "não serem piegas".

"É preciso neste momento dizer que quem não tem demonstrado capacidade para mobilizar o seu povo tem sido o primeiro-ministro. Ocorria-me aqui citar Camões que disse que um rei fraco pode fazer fraca forte gente", acrescentou o líder do grupo parlamentar socialista.

Questionado sobre se considera que o primeiro-ministro insultou os portugueses, Zorrinho respondeu que "é excessivo" usar "a palavra insulto" neste caso: "Acho que foi um momento infeliz e cada português interpretará à sua maneira. É provável que alguns se sintam muito magoados por esta afirmação", acrescentou.

Para Carlos Zorrinho, "um primeiro-ministro que faz uma declaração destas não a faz sem ser ponderada".

"Teve todo o ar de não ser uma declaração por acaso, foi uma declaração para marcar e flagelar os portugueses como outras declarações no sentido de que é preciso empobrecermos", afirmou o deputado, para quem "o primeiro-ministro deve mudar o seu caminho que tem vindo a percorrer mais do que desculpar-se".

Zorrinho recusou ainda a possibilidade de que as palavras de Passos Coelho possam ser interpretadas como uma motivação aos portugueses: "São muitos erros seguidos, primeiro o emigrar foi mal interpretado, depois o custe o que custar foi mal interpretado, agora o piegas foi mal interpretado. São más interpretações a mais para um primeiro-ministro".

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