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PS diz que portugueses não darão crédito a um governo "de pura farsa"

PS diz que portugueses não darão crédito a um governo "de pura farsa"

O deputado do PS Vieira da Silva defendeu, esta quarta-feira, que os portugueses não darão qualquer crédito a um Governo PSD/CDS-PP renovado, após dez dias de "horror e agonia lenta" de uma crise que resultou da "austeridade reforçada".

Vieira da Silva descreveu os últimos dez dias de crise no Governo como "uma perfeita sequência do horror", marcados por "uma agonia lenta" que "degradou a vida democrática" portuguesa.

O deputado socialista defendeu que o "governo renovado" é uma "pura farsa", afirmando que os portugueses não lhe atribuirão qualquer crédito.

"Diz-nos hoje a maioria que já está tudo bem, que fizeram as pazes. Pura farsa. Pode uma coligação de governo, em clima de emergência nacional, desnudar-se nas suas divergências, na acusação de incompetência e traição e querer que os portugueses lhe continuem a dar crédito?", questionou.

Numa intervenção no Parlamento, durante um agendamento potestativo do BE pela "renegociação da dívida pública e denúncia do memorando", Vieira da Silva argumentou que a crise política atual "não pode resumir-se às cartas de demissão" do ex-ministro Vítor Gaspar e do ainda ministro dos Negócios Estrangeiros Paulo Portas.

"É o resultado direto de uma política que colapsou, errada nos objetivos e incompetente nas ações, a política da austeridade reforçada, de ir para além da troika", que falhou em todos os seus objetivos principais", afirmou.

Vieira da Silva lembrou o "encontro marcado de Paulo Portas com o seu destino", referindo-se ao dia 15 de julho, dia até ao qual o ministro dos Negócios Estrangeiros tinha prometido revelar o guião para a reforma do Estado.

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"Podem tentar fingir que nada disto se passa, mas não se poderão esconder. E será aí que o óbvio revelará toda a sua cruel realidade. Esta maioria é a mesma, a política é a mesma e os resultados só podem ser piores", disse.

Vieira da Silva disse que o PS "continuará a lutar por uma mudança de políticas", defendendo que "é necessário e possível uma renegociação do processo de ajustamento".

Essa renegociação "terá que obrigatoriamente que incluir uma renegociação do modelo de pagamento da dívida", defendeu, argumentando que "é preciso renegociar para poder cumprir".

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