Política

PS é "imaturo para se constituir como alternativa"

PS é "imaturo para se constituir como alternativa"

O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, acusou este domingo o PS de ter "medo das reformas" e de ser "imaturo para se constituir como alternativa", associando os socialistas aos "profetas da desgraça" da reforma administrativa.

Num discurso na Universidade Política da JSD/Lisboa, Miguel Relvas deixou críticas aos "políticos que durante a semana estão silenciosos e ao fim-de-semana acordam e andam de norte a sul e do interior ao litoral a fazer discursos", numa referência implícita ao líder do PS, António José Seguro.

Na sexta-feira, num jantar em Idanha-a-Nova, o secretário-geral do PS classificou como "atropelo criminoso" a reorganização administrativa das freguesias proposta pelo Governo, criticando o que disse ser "uma pretensa reforma" feita "a régua e esquadro".

Segundo Relvas, esta "reorganização territorial autárquica não descarateriza a identidade de nenhuma parcela do território nacional: "Todos os portugueses continuarão a pertencer a uma freguesia, todos os serviços de proximidade aos cidadãos continuarão a ser assegurados, ainda com maior eficácia".

"A agregação de um número significativo de freguesias permite que Portugal tenha autarquias mais locais mais fortes e dinâmicas, mais preparadas e mais bem apetrechadas para a prestação de serviços públicos de proximidade", advogou.

Mais à frente, Miguel Relvas considerou que "este PS é um partido muito medroso" e "não é um partido reformista", mas "de crítica fácil" e com "medo das reformas", o que "leva a que o país saiba que o PS e a sua liderança são imaturos para se constituírem como alternativa".

"Contrariando os profetas da desgraça, que logo se apressam a condenar ao fracasso todas as reformas ainda antes de terem início, concluímos a mais profunda reestruturação da administração local portuguesa desde a monarquia constitucional", referiu o governante durante a sua intervenção.

PUB

No seu discurso, o governante enalteceu o cumprimento de "metas rigorosas" do "calendário claro" da reforma administrativa

"Um ano após a apresentação do Documento Verde da Reforma da Administração Local todas as metas que dependiam da ação do Governo foram atingidas. E nos prazos estipulados, contrariando a ideia feita de que os portugueses são incapazes de assumir compromissos, nós fazemos questão de honrar o que prometemos", declarou.

"Esta é uma reforma a pensar na modernização do país, sem cálculos partidários de nenhuma ordem", rematou.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG