Política

PS pergunta o que esconde Passos Coelho sobre privatização da TAP

PS pergunta o que esconde Passos Coelho sobre privatização da TAP

O PS questionou esta segunda-feira o primeiro-ministro sobre "o que tem a esconder" em matéria de privatização da TAP e considerou que as notícias sobre o envolvimento do ministro Miguel Relvas no processo ainda não foram desmentidas.

"O que é que Pedro Passos Coelho tem a esconder aos portugueses neste processo de privatizações [da TAP]? Se o Governo prosseguir com este processo será inqualificável", declarou o líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, em conferência de imprensa.

De acordo com Carlos Zorrinho, notícias sobre o envolvimento de Miguel Relvas no negócio de privatização da TAP "não foram desmentidas" e, "por coincidência ou não", hoje mesmo, os secretários de Estado das Finanças, Maria Luís Albuquerque, e dos Transportes, Sérgio Monteiro, desmarcaram as suas presenças nas audições parlamentares agendadas para terça-feira.

"Alegaram indisponibilidade e manifestaram-se disponíveis para discutirem o tema [da privatização da TAP] apenas em janeiro. Entretanto, o Governo não suspende os processos e quer conclui-los até ao final do ano. Ora, esta atitude é inqualificável", declarou o presidente do Grupo Parlamentar do PS.

Nesse sentido, Carlos Zorrinho insistiu na necessidade do processo de privatização da TAP ser suspenso, "permitindo que todas as dúvidas sejam esclarecidas".

Em resposta a uma nota do gabinete do primeiro-ministro, que considerou "lamentáveis e totalmente infundadas" as suspeitas levantadas pelo PS em relação ao envolvimento do ministro Miguel Relvas no processo de privatização da TAP, lamentando ainda o comportamento "populista" dos socialistas nesta matéria", Carlos Zorrinho rejeitou qualquer fundamento a essa acusação e contrapôs:

"Populismo seria levantar suspeições inadequadas, mas quem está a levantar suspeições e a não responder às questões dos portugueses é o Governo. Na sequência das notícias sobre o envolvimento do ministro Miguel Relvas, os dois secretários de Estado agentes práticos deste processo manifestaram-se indisponíveis para comparecer na comissão parlamentar e dizem que só estarão disponíveis depois do processo [de privatização] estar concluído", observou Carlos Zorrinho.

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