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PS saúda crescimento, que diz estar em causa com o Orçamento para 2014

PS saúda crescimento, que diz estar em causa com o Orçamento para 2014

O PS saudou, esta quinta-feira, o crescimento de 0,2% do PIB, sublinhando que esse "muito débil crescimento" se deve a uma "melhoria ligeira da procura interna" que pode ser colocada em causa pela "atuação do Governo" no Orçamento.

"Estamos muito longe do milagre económico que o Governo tem anunciado, aliás, estamos muito longe. Tivemos, segundo os dados do INE, um crescimento de 0,2% e isso é positivo e o Partido Socialista quer saudar esse crescimento, mas temos que olhar com atenção para estes números, porque, face ao período homólogo, continuamos a cair 1%", afirmou o deputado socialista Rui Paulo Figueiredo.

Para o PS, "o Governo tem embarcado num folclore de deitar foguetes antes da festa", quando os dados mostram que este "muito débil crescimento radica na melhoria ligeira da procura interna", que pode sofrer um retrocesso.

"Os sinais que nós temos é que essa procura interna pode estar em causa com a atuação do Governo. Esta proposta de Orçamento do Estado traz mais cortes para as famílias, mais austeridade", argumentou Rui Paulo Figueiredo.

Questionado sobre o papel do Tribunal do Constitucional na reanimação da procura interna, Rui Paulo Figueiredo concordou que decisões que amenizaram cortes nos subsídios contribuíram para esse quadro de aumento do consumo.

"Por isso é que o PS tem dito que é importante um acordo de concertação social para aumentar o salário mínimo. Aliás, o ministro Pires de Lima, antes de ser ministro, também defendia esse aumento da procura interna", afirmou.

Rui Paulo Figueiredo recorreu a várias medidas defendidas por Pires de Lima antes de ser um "soldado leal e disciplinado do Governo" - aumento do salário mínimo, diminuição do IVA na restauração - e que não teve "peso político" para impor, para argumentar que o Orçamento não fomenta a procura interna.

"Este Orçamento do Estado não contribui para melhorar a procura interna, que é essencial, como se está a ver, para o reanimar da economia", disse.

O deputado socialista sublinhou que "o Governo não tem ajudado nem a economia, nem as famílias", apontando para o relatório do Fundo Monetário Internacional divulgado na quarta-feira, "que relata aquilo que têm sido as conversas com o Governo, de austeridade acima de austeridade".

Por outro lado, o PS acusa o Governo de "atrasos significativos", na criação do banco de fomento, cuja criação reclama já devia ter acontecido há mais de um ano, assim como ao nível dos fundos comunitários, área em que acusa o executivo de ter perdido um semestre desses fundos.

"Nós achamos que é preciso fazer muito mais ao nível da economia e do emprego", frisou.

Confrontado com a disponibilidade dos socialistas para dialogarem com o Governo acerca da reforma do Estado, o deputado respondeu que "o PS está à espera que sejam apresentadas propostas na Assembleia da República".

"Quando falamos de outro aspeto importante para a economia, a reforma do IRC, o PS tem propostas aprovadas paradas há meses na comissão de Orçamento e Finanças exatamente para esse diálogo e para esse debate", ilustrou.

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