Política

PSD acusa Seguro de recusar limitar défice e dívida

PSD acusa Seguro de recusar limitar défice e dívida

A vice-presidente do PSD Teresa Leal Coelho acusou o secretário-geral do PS, António José Seguro, de recusar introduzir limites legais ao défice e à dívida e associou-o ao que chamou de "política da bancarrota".

Numa declaração na sede nacional do PSD, em que não respondeu a perguntas da comunicação social, Teresa Leal Coelho alegou que António José Seguro está a preparar-se para as próximas eleições e que, por isso, utiliza um discurso populista e recusa cooperar com o Governo.

"Não quer acompanhar-nos na fixação de um direito fundamental de todos os portugueses, que é a 'regra de ouro', a garantia de que não mais neste país algum Governo poderá vir a gastar mais do que é possível, que nunca mais um Governo possa onerar as gerações presentes e as gerações futuras", afirmou a vice-presidente do PSD.

Teresa Leal Coelho referia-se ao princípio acordado na União Europeia de inscrição na legislação dos Estados-membros de limites ao défice e à dívida, que tem sido chamado de "regra de ouro".

"António José Seguro prefere fugir dessa autolimitação que os partidos responsáveis pretendem introduzir em Portugal, precisamente porque, como sabemos, durante seis anos acompanhou e aplaudiu uma política da bancarrota, que nos trouxe aonde estamos e efetivamente onera a vida dos portugueses no presente e onera a vida dos portugueses para o futuro", acusou.

Antes, Teresa Leal Coelho, que é também deputada e vice-presidente da bancada do PSD, respondeu às críticas feitas pelo secretário-geral do PS, em Vila Viçosa, à execução orçamental deste ano.

Teresa Leal Coelho acusou-o de omitir que, em acordo com a troika, a meta do défice foi revista de 4,5% para 5% e de não ter em conta as receitas extraordinárias da concessão da ANA - Aeroportos de Portugal.

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"O PS não quer apresentar alternativas, não quer cooperar na consolidação orçamental e na manutenção de um equilíbrio financeiro permanente. Prefere efetivamente preparar-se para as próximas eleições, o que não serve Portugal, nem os portugueses, nem o próprio PS", acrescentou.

A dirigente nacional social-democrata defendeu que "os partidos devem assumir a sua quota-parte de responsabilidade na promoção daquilo que pode ser um direito permanente a uma vida condigna" e que os socialistas estão a fugir à sua responsabilidade.

"O PS não tem esse entendimento, nós iremos prosseguir o nosso caminho, juntamente com a Europa", afirmou.

"É lamentável que o PS, num momento em que se discutem as perspetivas financeiras no plano europeu, não esteja connosco a apresentar soluções que possam garantir a todos em Portugal e na Europa as condições que um Governo, seja ele qual for, deve assegurar no presente e no futuro", reforçou.

Este sábado, em Vila Viçosa, a propósito dos mais recentes dados da execução orçamental, o secretário-geral do PS acusou o Governo de ter pedido "pesados sacrifícios" aos portugueses sem conseguir os prometidos resultados ao nível da redução do défice.

Segundo António José Seguro, a meta do défice para este ano, 4,5% - entretanto revista pelo Governo para 5%, em acordo com a troika - não vai ser atingida e o défice deverá ficar "acima dos 6%".

O secretário-geral do PS afirmou que atualmente "o défice não está controlado, a dívida aumentou, já vai em cerca de 120%, o desemprego é o maior da história" de Portugal e "a economia está a cair" e alegou que "a derrapagem orçamental podia ter sido evitada", se o Governo tivesse apostado "na economia e no crescimento".

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