Política

PSD confiante em avaliação positiva da troika

PSD confiante em avaliação positiva da troika

A próxima avaliação da troika ao cumprimento do programa de assistência a Portugal "deverá ser positiva" e as instituições internacionais acham que a quebra da receita fiscal "não é preocupante", disse, esta quinta-feira, Miguel Frasquilho, deputado do PSD.

Frasquilho é um dos membros da comissão parlamentar de acompanhamento do programa de assistência a Portugal, que recebeu esta manhã uma delegação da troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) no âmbito da quarta avaliação do memorando de entendimento.

A delegação transmitiu aos deputados que "Portugal está a ter um bom nível de cumprimento do programa", disse o deputado social-democrata: "Ficámos com a expetativa de que esta avaliação deverá ser, tal como as anteriores, positiva, o que é encorajador e positivo para a imagem de Portugal no estrangeiro e para a nossa economia."

Frasquilho acrescentou que os deputados também discutiram a execução orçamental com os técnicos da 'troika'.

"Foi-nos transmitida a ideia de que [a execução orçamental] está no bom caminho, e de que a despesa pública está controlada. A receita está a evoluir abaixo do orçamentado mas, e isto foi o que a 'troika' transmitiu, não há preocupação a esse respeito" devido a uma evolução menos negativa do que o previsto da atividade económica, acrescentou Frasquilho. Desta forma, "o objetivo para o défice este ano [4,5 por cento do PIB] mantém-se."

Depois da reunião com os deputados, que decorreu à porta fechada, a delegação chefiada por Abebe Selassie (FMI), Rasmus Ruffer (BCE) e Jurgen Kroeger (Comissão Europeia) encontrou-se ainda com a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves. Os representantes da 'troika' escusaram-se a prestar declarações à imprensa.

A visita da 'troika' ao parlamento fazia parte do processo da quarta revisão do programa de assistência a Portugal, que começou na terça-feira. No final da avaliação, a 'troika' deverá aprovar a transferência de mais quatro mil milhões de euros para Portugal, referentes à quinta 'tranche' do pacote de assistência financeira de 78 mil milhões de euros.

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